
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e integrante da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reagiu à nota da revista Veja sobre um áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Carvalho acusou a publicação de manipular o conteúdo e de interferir no processo eleitoral.
A revista afirmou que suprimiu cinco falas curtas dos áudios publicados, num total de 15 segundos, para proteger sua fonte. “Foram suprimidas cinco falas curtas dos áudios publicados para proteger a fonte (um direito garantido pela Constituição), totalizando 15 segundos de cortes”, disse a Veja em nota.
Carvalho contestou a justificativa da revista e sustentou que Vorcaro não prestou depoimento à Polícia Federal nem à Procuradoria-Geral da República. Ele também levantou a hipótese de que um advogado tenha gravado o ex-banqueiro enquanto ele estava preso.

Íntegra da nota de Marco Aurélio de Carvalho
A revista Veja, mais uma vez, cometeu um crime eleitoral, às vésperas de uma eleição presidencial para tentar interferir ilegalmente no processo democrático. Desta vez, ao divulgar um áudio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com supostas acusações contra integrantes do governo Lula.
Ao tentar defender sua acusação falsa, em nota divulgada neste sábado, a revista Veja, admitiu não apenas o crime eleitoral, mas também um segundo delito: a gravação ilegal de um presidiário.
Em sua resposta, Veja admite que o áudio de Vorcaro foi editado e a voz do interlocutor foi suprimida. “Foram suprimidas cinco falas curtas dos áudios publicados para proteger a fonte (um direito garantido pela Constituição), totalizando 15 segundos de cortes”, diz a nota de Veja.
Veja foi forçada a divulgar sua confissão porque sabe que Vorcaro não depôs à Polícia Federal nem à Procuradoria-Geral da República. Ao que tudo indica, ele foi gravado por um de seus próprios advogados, de forma criminosa, com um interesse claro: eleger Flávio Bolsonaro e obter a liberdade de seu cliente por meio de uma manipulação política.
O sigilo da fonte não protege crimes, nem armações eleitorais. Em razão disso, a reportagem será alvo de diversas ações criminais e representações junto à Justiça Eleitoral, com a urgência devida.