Universidade expulsa alunos que atacaram morador de rua com arma de choque

Altemar Sarmento Filho e Antônio Coelho. Foto: Reprodução

O Centro Universitário do Pará (Cesupa) anunciou o “desligamento definitivo” de dois alunos de direito, Altemar Sarmento Filho e Antonio Coelho, ambos de 18 anos, suspeitos de agredir um homem em situação de rua com uma arma de choque em Belém (PA), em 13 de abril. A agressão foi registrada em vídeo e viralizou nas redes sociais, mostrando os jovens aplicando descargas elétricas na vítima, que caminhava de costas na rua.

Após a divulgação do vídeo, tanto o Ministério Público Federal (MPF) quanto a Polícia Civil iniciaram investigações sobre o caso. O Cesupa instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos e, após a conclusão, decidiu pela expulsão dos estudantes.

A instituição alegou, em nota, que possui um compromisso com os princípios da dignidade humana, respeito mútuo e ética, destacando que as ações dos alunos eram incompatíveis com esses valores.

“Após a devida instrução processual, conduzida em estrita observância ao devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa e à luz das normas previstas em seu Regimento Geral e Código de Ética e Conduta, foi deliberado o desligamento definitivo dos alunos. Dessa forma, os dois discentes não integram mais a comunidade acadêmica do Cesupa”, diz o comunicado.

Relatos de moradores da área indicam que a violência contra pessoas em situação de rua no bairro Umarizal, onde o ataque ocorreu, era um problema recorrente. Testemunhas afirmam que outros ataques, envolvendo extintores e fogos de artifício, também foram cometidos por grupos de jovens em carros de luxo.

Algumas testemunhas relataram que a agressão fosse parte de uma aposta ou desafio entre os envolvidos. A arma de choque é restrita às forças de segurança no Brasil e, por isso, a dupla também é investigada por uso ilegal do equipamento.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) também se manifestou sobre o caso, repudiando a conduta e sinalizando que a idoneidade ética dos estudantes será avaliada para o futuro exercício da advocacia.

A Polícia Civil, após o ataque, informou que um dos suspeitos foi conduzido à delegacia para prestar depoimento, e um boletim de ocorrência foi registrado. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Sadi Machado, solicitou informações à universidade e representou criminalmente contra o agressor principal.

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