
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu rebatizar o estado do Novo México como “Nova América” ao publicar, neste domingo (6), um mapa do país com a nova denominação. A Casa Branca republicou a imagem no X, mas o governo não anunciou nenhuma medida formal para mudar o nome do estado.
Trump compartilhou o mapa em sua rede social, a Truth Social. A publicação dá sequência à política de alterações simbólicas de nomes geográficos adotada pelo presidente desde o início de seu segundo mandato.
O presidente não pode mudar unilateralmente o nome de um estado por ordem executiva. A alteração exigiria um referendo e aprovação do Legislativo do Novo México, como ocorreu em 2020, quando Rhode Island retirou de seu nome uma referência às plantações escravagistas.
A governadora democrata do Novo México, Michelle Lujan Grisham, já rejeitou a hipótese. “É nosso desde antes de os Estados Unidos existir”, disse, ao defender que o nome do estado não está em discussão.

Governadora critica proposta e cita dificuldades econômicas
Grisham afirmou que Trump tenta desviar a atenção dos problemas enfrentados pela população, como alta nos preços de combustíveis e alimentos, restrições no acesso à saúde e custos de moradia. “Enquanto a Casa Branca desperdiça o tempo colorindo mapas, o estado do Novo México está ocupado trabalhando”, declarou.
Exploradores espanhóis passaram a usar o nome Novo México no fim dos anos 1500. A denominação permaneceu após a incorporação do território pelos Estados Unidos, em 1848, e depois de sua transformação em estado, em 1912.
Em janeiro de 2025, Trump determinou que órgãos federais adotassem “Golfo da América” em vez de Golfo do México em documentos e mapas internos. Empresas como Google, Apple e Microsoft atualizaram a designação exibida a usuários nos Estados Unidos, enquanto outros países e organizações internacionais mantiveram o nome tradicional.
Em agosto, o presidente também anunciou a troca do nome do Lago Ontário para “Lago América”, em meio à disputa tarifária com o Canadá. Uma estimativa produzida pelo Grok apontou que uma eventual mudança do nome do Novo México poderia custar entre US$ 50 milhões e US$ 300 milhões, com substituição de placas, documentos, sistemas e campanhas de informação.