Tarcísio também divulgou fake news que associa ato de Lula na Paulista ao uso de drogas

Tarcísio de Freitas em vídeo publicado nas redes sociais
Tarcísio de Freitas em vídeo publicado nas redes sociais. Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou nesta segunda-feira (12) um vídeo contra a manifestação do PT na Avenida Paulista que incluiu imagens antigas de uma mulher aparentando usar drogas. A gravação da mulher circulava nas redes sociais ao menos desde sábado (10), antes do ato que reuniu apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O TSE, após reclamação da campanha do presidente Lula, determinou a remoção deste vídeo em 24 horas após considerá-lo como “grave manipulação por descontextualização“, mas não citou sua reprodução pelo governador reeleito.

A cena aparece por volta dos 30 segundos da publicação, enquanto Tarcísio critica os danos registrados em estações da Linha 2-Verde do Metrô. O ato ocorreu no domingo (11) e teve episódios de depredação e pichações.

“O vandalismo nunca é ferramenta, é armadilha. Patrimônio destruído não prova convicção, é prova de falta de civilidade”, disse o governador. Na sequência, ele associou o episódio aos governos petistas e afirmou que não esperava um “meia-culpa” do campo político adversário.

A agência Aos Fatos identificou publicações com a mesma gravação anteriores à manifestação, feitas por perfis argentino e chileno na rede X. No vídeo, Tarcísio também afirmou que protestos da direita são pacíficos, sem citar os atos golpistas do 8 de Janeiro, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram prédios públicos em Brasília.

Tarcísio inventou apoio do PCC a Boulos

Em 27 de outubro de 2024, dia do segundo turno da eleição municipal de São Paulo, Tarcísio de Freitas afirmou que a inteligência policial havia identificado mensagens do PCC orientando votos em Guilherme Boulos (PSOL). O governador fez a declaração ao lado de Ricardo Nunes (MDB), candidato que apoiava e adversário de Boulos, associando o nome do psolista à facção enquanto os eleitores ainda estavam votando.

Tarcísio também mencionou uma troca de informações com a Justiça Eleitoral, mas o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo negou ter recebido relatório de inteligência ou comunicação oficial sobre o caso. “O Tribunal soube do caso pela imprensa”, informou o TRE-SP. A resposta desmentiu a alegação de que o tribunal havia sido informado e expôs o uso de uma acusação grave contra Boulos no próprio dia da votação.

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