Suposto membro do PCC fala em “envolver Milton Leite” para resolver questão de ônibus

Milton Leite Tarcísio de Freitas
O ex-vereador e candidato a deputado federal, Milton Leite (União Brasil) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Reprodução/Redes Sociais

Áudios obtidos na investigação que levou à Operação Vectura Corrupta mostram um homem apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) falando na necessidade de “envolver Milton Leite” para resolver questões ligadas ao setor de transporte público de São Paulo. O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal é um dos alvos da operação. Com informações do Uol.

Em um dos diálogos, o investigado afirma ter conversado com um advogado identificado como Milton Milreu e diz que seria necessário “envolver o Milton Leite para resolver a questão”. Em outra conversa, o mesmo homem demonstra preocupação em dar ciência ao ex-vereador sobre fatos relacionados à UpBus, empresa que operava linhas na capital paulista.

O Ministério Público de São Paulo aponta Milton Leite como possível articulador político de decisões estratégicas envolvendo o sistema de transporte e empresas investigadas. Segundo o UOL, os investigadores avaliam que um dos diálogos pode estar relacionado à substituição da UpBus por outra companhia mencionada no relatório, a Translíder.

A Operação Vectura Corrupta investiga a suspeita de infiltração do PCC em empresas de ônibus e estruturas do poder público. Segundo a apuração, trocas de mensagens entre investigados e pessoas apontadas como integrantes da facção ajudaram a levar a polícia até Milton Leite. A investigação sustenta que 12 das 22 empresas do sistema de transporte coletivo paulistano teriam, em tese, algum tipo de controle direto ou indireto do PCC.

As suspeitas envolvendo o ex-presidente da Câmara e empresas de ônibus antecedem a operação desta quinta. Em fevereiro, documentos da Corregedoria da Polícia Militar apontaram indícios de ligação entre Milton Leite e a Transwolff, concessionária investigada por supostos elos com a facção. A Polícia Civil afirma agora que depoimentos de policiais militares também integram os elementos usados na apuração.

Milton Leite nega as acusações e afirmou que não é dono de empresa de ônibus e afirmou ter atuado como interlocutor junto à SPTrans a pedido do ex-prefeito Bruno Covas durante uma greve em 2019. O ex-vereador também negou estar foragido e afirmou que se apresentaria às autoridades: “Vou me apresentar ainda hoje porque não devo nada”.

Artigo Anterior

Datafolha: 84% dos eleitores de Lula dizem estar totalmente decididos

Próximo Artigo

Gilmar Mendes recebeu Vorcaro no STF para tratar de causa bilionária

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!