
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) de “ninguém” e pediu que eleitores o comparem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. A fala ocorreu durante agenda de campanha em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.
“Quando vocês forem votar, quero que vocês façam uma reflexão. Não quero ser comparado com o Flávio, que ele não é ninguém. Quero ser comparado com o pai dele, que foi presidente da República”, disse Lula a apoiadores.
No discurso, o petista citou a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de não reconhecer o resultado das eleições de 2022 e se manter no poder. Lula também acusou o ex-presidente de ter tentado um golpe no ato terrorista de 8 de Janeiro.
Lula afirmou ainda que Jair Bolsonaro tramou as mortes dele e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além da prisão ou execução do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes. A Polícia Federal encontrou, durante as investigações, um documento que previa esses atos, mas não há provas de que Bolsonaro soubesse ou tenha participado do plano.
Presidente criticou dobradinha com Aécio Neves para o Senado
Em Montes Claros, Lula visitou o complexo industrial farmacêutico da cidade e participou de uma caminhada com o candidato do PT ao governo mineiro, o deputado federal Patrus Ananias. Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol), candidatas ao Senado, também acompanharam as atividades.
A viagem marcou a primeira visita de Lula ao interior de Minas Gerais desde o início da campanha. Antes, ele havia cumprido duas agendas em Belo Horizonte: o lançamento da candidatura de Patrus e o “Encontro Nacional Mulher com Lula”.
No mesmo ato, o presidente pediu que os eleitores rejeitem o chamado voto “Marécio”, referência à dobradinha informal entre Marília Campos e o deputado federal Aécio Neves (PSDB) para as duas vagas do estado no Senado. “Não tem essa de fazer dobradinha entre Marília e Áurea com Aécio ou outro candidato qualquer”, afirmou.
Lula também atacou Aécio, de quem disse ter sido amigo quando os dois governavam o país e Minas Gerais. O presidente afirmou que o então governador mineiro ocultava a participação federal em programas no estado e recordou ofensas dirigidas por Aécio à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na campanha de 2014: “Nunca vi um homem ofender tanto uma mulher”.