
Os Sociais-Democratas, de centro-esquerda, lideraram as projeções das eleições legislativas da Suécia no domingo (13), com 28,4% dos votos. O partido é comandado por Magdalena Andersson e ficou à frente dos blocos de direita na disputa pelo controle do Parlamento.
As projeções das emissoras SVT e TV4 apontaram a vitória dos Sociais-Democratas. Às 22h45, quando 80% dos votos estavam apurados, a sigla mantinha 27,9%.
O bloco de esquerda pode alcançar uma maioria mínima no Parlamento com os resultados do Partido do Centro, que obteve 7,1%, dos Verdes, com 6,1%, e do Partido da Esquerda, com 8,1%. A projeção indicava 175 deputados para esse grupo, contra 174 para a direita.
Andersson disse que os Sociais-Democratas aceitam colaborar com todos os partidos, exceto os Democratas Suecos, de extrema direita. “Eu tenho muito claro o que quero: fazer a economia arrancar, que as pessoas comuns tenham mais dinheiro no bolso e que a crise na educação e na saúde termine”, afirmou.
Extrema direita fica abaixo das projeções na Suécia
Os Democratas Suecos apareciam em terceiro lugar, com 17,7% dos votos, abaixo dos cerca de 20% previstos por pesquisas durante a campanha. Os Moderados, de centro-direita, somavam 19,9%.

A campanha também tratou das ligações de uma funcionária dos Democratas Suecos com organizações pró-Kremlin. A imigração, tema tradicionalmente associado ao partido, perdeu espaço, enquanto outras siglas passaram a adotar posições semelhantes.
Em discurso aos apoiadores, Andersson evitou declarar vitória antes da conclusão da apuração. “Neste momento estamos à frente e, se isto se mantiver, a Suécia vai ter um novo Governo. Mas precisamos de esperar pelo resultado final”, disse.
A líder social-democrata afirmou que seu partido está pronto para conduzir as negociações após a definição do resultado. “A minha mensagem é clara: nós, os Sociais-Democratas, estamos sempre preparados para assumir a responsabilidade do resultado.”