Gilmar segue Zanin e ordena à PF envio de dados do celular de Vorcaro

Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Foto: Brenno Carvalho/O Globo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite deste domingo (13) que a Polícia Federal remeta o conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão acompanha manifestação anterior do ministro Cristiano Zanin e amplia a disputa interna sobre o acesso ao material apreendido. Com informações de O Globo.

Em despacho enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Gilmar afirmou que o conteúdo precisa ser analisado por ser a origem das mensagens enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

O relatório da Polícia Federal que será analisado pelo STF registra mensagens em que Vorcaro pediu intervenções de Moraes junto a autoridades nos dias anteriores à prisão do empresário.

Gilmar sustentou que a conferência integral da mídia é necessária para avaliar o material reunido pela corporação. “Sem a verificação da mídia que se encontra no Gabinete do Ministro André Mendonça há mais de seis meses, não há como identificar omissões, obscuridades ou contradições no relatório”, escreveu.

Mendonça contesta compartilhamento integral do material

O ministro do STF, André Mendonça e o banqueiro preso, Daniel Vorcaro. Fotomontagem: Victor Piemonte/STF e Ana Paula Paiva/Valor Econômico

Antes da decisão de Gilmar, o ministro André Mendonça enviou um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, para reiterar sua oposição ao compartilhamento de todo o conteúdo do celular. Mendonça alegou que a medida pode prejudicar investigações em curso.

O ministro também criticou a posição de Zanin, que defendeu que o material se torne público. Zanin havia determinado que a PF enviasse uma cópia do conteúdo do aparelho ao seu gabinete.

A divergência ocorre às vésperas do julgamento de um relatório da Polícia Federal que pode autorizar a abertura de investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes.

Ao justificar a ordem, Gilmar afirmou que a mídia sob guarda no gabinete de Mendonça pode permitir a checagem da integralidade dos dados recuperados, do contexto das mensagens e da representatividade da seleção usada no relatório.

Artigo Anterior

Corporações da grande imprensa terão que decidir entre a democracia e o fascismo. Por Moisés Mendes

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!