
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu concentrar esforços na atração do voto útil de eleitores da direita para tentar derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.
A estratégia ganhou força após um tracking de uso interno indicar larga vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula em uma eventual disputa de segundo turno. O levantamento levou a equipe a mirar, principalmente, os votos hoje atribuídos a Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Renan Santos (Missão).
O objetivo é reduzir a dispersão de candidaturas à direita e ampliar o desempenho do senador no primeiro turno. A campanha avalia que uma migração desses eleitores poderia eliminar a necessidade de uma nova rodada de votação.
O mesmo tracking apontou um dado adverso para o bolsonarista: a maioria dos entrevistados acredita que Lula será reeleito. Uma parcela maior também considera que o presidente faz a melhor campanha eleitoral na televisão.
Agregador mantém Lula à frente no primeiro e no segundo turno
Dados do agregador de pesquisas do UOL, atualizados após a divulgação do Datafolha, colocam Lula com 38,7% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33,5% de Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois é de 5,2 pontos percentuais.

Augusto Cury aparece com 6,6% e registra tendência de alta na média ponderada das últimas semanas. Caiado e Renan Santos estão empatados, com 3,7% cada, faixa de eleitores que se tornou alvo prioritário da ofensiva da campanha de Flávio.
No cenário de segundo turno compilado pelo agregador, Lula marca 44,8% e Flávio Bolsonaro, 43,8%. A distância de um ponto percentual difere da vantagem ampla apontada pelo tracking interno da campanha do senador.
O agregador reúne pesquisas de intenção de voto registradas no Tribunal Superior Eleitoral desde janeiro de 2026. A ferramenta combina levantamentos de diferentes institutos e atualiza as médias conforme novas sondagens entram na base.