Sites do Procon-DF e da Junta Comercial do DF são invadidos com críticas a Lula

Página do Procon-DF com mensagem deixada por invasores
Página do Procon-DF com mensagem atribuída ao grupo Ind3xZer0 e reprodução de artigo crítico ao governo Lula. Foto: Reprodução

Os sites do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Distrito Federal, o Procon-DF, e da Junta Comercial, Industrial e Serviços do DF, a Jucis-DF, sofreram invasões cibernéticas no domingo (30). Os invasores exibiram mensagens que citavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e assinaram a ação como Ind3xZer0.

Na página do Procon-DF, o grupo publicou uma reprodução de artigo de opinião que criticava o governo Lula por causa da suspensão de parte dos serviços do Discord no país. O texto usava uma foto de 2018 de presos com celulares em uma unidade prisional de São Vicente, em São Paulo.

Abaixo da reprodução, os responsáveis escreveram: “Caiu na ownada do Ind3xZer0”. A mesma frase também apareceu na página inicial da Jucis-DF, acompanhada de um desenho de pinguim navegando em um computador.

Os invasores divulgaram ainda o endereço de um perfil atribuído ao grupo, uma hashtag e a frase “Brazilian Security Team”. A autoria e as circunstâncias das invasões não tinham confirmação oficial.

Grupo também foi associado a invasão em site de produtores de vinho

O nome Ind3xzero também apareceu em uma invasão recente ao site da Associação dos Produtores de Uva e Vinho de Minas Gerais, a UVA-MG. A entidade não integra a estrutura do Distrito Federal nem presta serviço público.

A expressão “ownada” vem do inglês e circula nos universos dos jogos e da segurança digital. O termo costuma indicar que alguém foi superado, exposto ou teve um sistema invadido de forma humilhante.

Hackers invadem sites do GDF e exibem artigo com crítica a Lula
Hackers invadem sites do GDF e exibem artigo com crítica a Lula. Imagem: reprodução

Naquele período, os sites do Distrito Federal operavam com restrições por causa das regras eleitorais em vigor desde julho. As páginas mantinham conteúdos considerados essenciais para a prestação de serviços ao público, como avisos de acesso.

O Governo do Distrito Federal e as assessorias do Procon-DF e da Jucis-DF foram procurados para informar as providências adotadas após as invasões, mas não haviam respondido até a publicação do caso.

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