Site apaga propaganda após oferecer criptomoedas por apoio a Flávio Bolsonaro

Urna eletrônica com o número 22, carteira digital em smartphone e moedas. Foto: Reprodução

O site que oferecia criptomoedas em troca de postagens de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) retirou sua comunicação política e afirmou que não falará sobre eleições até o segundo turno. A página vinculava a campanha ao chamado “voto 22” e à arrecadação de recursos para o grupo Hyperkids África. Com informações de Agência Brasil.

A iniciativa se apresentava como “um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajuda às Hyperkids a concluir sua casa em Kampala”. A oferta previa o recebimento de tokens por usuários que publicassem conteúdo favorável ao candidato.

O Hyperkids África reúne jovens de Uganda que produzem vídeos de dança para as redes sociais. O perfil soma quase 13 milhões de seguidores e publicou um vídeo sobre o esquema, citando o deputado Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal.

A Lei das Eleições proíbe propaganda eleitoral paga na internet, com exceção do impulsionamento de conteúdo nas condições previstas pela legislação. A divulgação de criptomoedas em troca de postagens passou a ser questionada sob essa regra.

Propaganda online do Brasil 22 Token – Reprodução/site Brasil 22 Token

Vídeo saiu do ar e grupo prometeu devolver tokens

O vídeo do Hyperkids sobre a iniciativa já foi retirado das redes. A BBC informou que o grupo se comprometeu a devolver os tokens recebidos pela publicação após a reação negativa do público.

Em comunicado na própria página, o site declarou que “nunca teve a intenção de infringir qualquer legislação”. A empresa disse ter apagado toda a comunicação ligada à política.

O site também anunciou que, até 25 de outubro, concentrará suas publicações somente no apoio ao grupo de jovens de Uganda. A página associava essa ajuda à construção de uma casa em Kampala, capital do país africano.

A campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que desconhece a autoria do site de criptomoedas e disse que adotará medidas judiciais contra a publicação. A Coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição de Lula, pediu à Procuradoria-Geral Eleitoral a identificação dos responsáveis e a investigação de possíveis crimes eleitorais.

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