
O senador Sergio Moro (PL) venceu a eleição para o governo do Paraná no primeiro turno, com 50,13% dos votos válidos e 99,72% das urnas apuradas. O ex-juiz superou Sandro Alex (PSD), que recebeu 25,34%, e Requião Filho (PDT), com 23,47%.
A apuração ainda não havia sido formalmente encerrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas os números já garantiam matematicamente a vitória de Moro. Cerca de 8 milhões de paranaenses foram às urnas na eleição deste domingo (04).
Sandro Alex disputou o governo com o apoio do atual governador Ratinho Jr. (PSD). Requião Filho representou o campo progressista na corrida estadual e ficou a menos de dois pontos percentuais do candidato governista.
A eleição de Moro abre uma vaga no Senado. O primeiro suplente, o advogado Luis Felipe Cunha, deve assumir o mandato até fevereiro de 2031; ele nunca exerceu cargo eletivo.
Filipe Barros e Deltan Dallagnol lideram disputa pelo Senado
Na eleição para as duas vagas do Paraná no Senado, Filipe Barros (PL) obteve 27% dos votos válidos, enquanto Deltan Dallagnol (Novo) alcançou 25%. Os eleitos cumprirão mandatos de oito anos no Legislativo federal.
Barros ganhou projeção política quando integrava o Movimento Brasil Livre (MBL) como estudante da Universidade Estadual de Londrina. Advogado, ele foi vereador em Londrina antes de se eleger deputado federal e integra o campo bolsonarista; seu nome consta no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF).
Dallagnol atuou como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020. O ex-procurador teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE em 2023, em decisão que apontou fraude à Lei da Ficha Limpa.
O plenário do TSE ainda deve analisar a situação eleitoral de Dallagnol e decidir se ele permanece elegível. Mensagens vazadas em 2019 revelaram trocas entre o ex-procurador e Moro durante a Lava Jato, com discussões sobre procedimentos, denúncias e operações.