
Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, foram eleitos para as duas vagas da Bahia no Senado neste domingo (04). Costa recebeu 29,86% dos votos, enquanto Wagner obteve 27,43%.
Os dois ex-governadores derrotaram João Roma, presidente do PL baiano, e Angelo Coronel, do Republicanos, que concorreram na chapa apoiada por ACM Neto, do União Brasil.
Coronel deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues depois de perder espaço na disputa pela reeleição. O PT decidiu lançar Rui Costa e Jaques Wagner para as duas cadeiras em jogo.
A eleição ocorreu durante a repercussão do caso Master na política baiana. A Polícia Federal apura se Wagner atuou no Congresso em favor de interesses do banqueiro e ex-sócio Augusto Lima em troca de “vantagens indevidas”.

PF apura suspeitas envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master
A investigação examina a atuação de Wagner em projetos de interesse da instituição financeira, entre eles a chamada “emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.
A PF suspeita que o senador tenha recebido benefícios como uso de aeronave, ingressos para shows internacionais e um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,4 milhões, em Salvador.
A campanha também trouxe à tona a relação anterior entre o PT baiano e Augusto Lima, preso em novembro na Operação Compliance Zero. Durante o governo de Rui Costa, a Empresa Baiana de Alimentos, dona da rede Cesta do Povo, passou por privatização.
Lima comprou a Ebal e arrematou um cartão de crédito consignado destinado a servidores e aposentados. Mais tarde, o produto passou a se chamar Credcesta e ampliou sua operação nacional em parceria com o Master, banco que Lima deixou em 2023. Rui Costa incluiu o cartão no terceiro leilão da empresa e, em fevereiro, defendeu que a operação viabilizou a venda.