
A cidade de São Paulo começa nesta terça-feira (13) a multar usuários de bicicletas e patinetes elétricos que descumprirem as regras de circulação. A penalidade será de R$ 130 e ficará vinculada ao CPF do infrator. Com informações de G1.
As normas entraram em vigor em agosto, mas a fiscalização passa a aplicar autuações agora. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vão constatar as infrações com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Entre as condutas que podem gerar multa está trafegar com bicicletas ou patinetes elétricos em calçadas exclusivas para pedestres. Patinetes também não podem circular em calçadas compartilhadas nem em canteiros centrais destinados aos pedestres.
Nas ciclovias e ciclofaixas, o limite é de 20 km/h para bicicletas e patinetes elétricos. Quando a ciclofaixa divide espaço com pedestres sobre uma calçada, bicicletas devem respeitar a velocidade máxima de 6 km/h, enquanto os patinetes ficam proibidos.
Limites de velocidade e vias permitidas para os veículos
Em ruas sem ciclovias ou ciclofaixas, bicicletas e patinetes elétricos podem trafegar apenas em vias com limite de até 50 km/h. Os condutores devem seguir pelo canto da pista e no mesmo sentido dos demais veículos, sem circular na contramão.
Os patinetes elétricos também podem usar vias cuja velocidade permitida chegue a 40 km/h, desde que o equipamento não ultrapasse 20 km/h. Bicicletas comuns e elétricas não podem circular em vias de trânsito rápido, com limite acima de 50 km/h, nem em rodovias sem acostamento.
Quer circular com segurança de bike elétrica ou autopropelido?
Faça o check-list antes de sair:✅ Priorize ciclovias e ciclofaixas. Se for na pista, vá sempre no fluxo da via;
✅ Capacete na cabeça e roupas refletivas para garantir visibilidade;
✅ Duas mãos sempre no guidão… pic.twitter.com/PjbpzDQyg9— cetsp_ (@CETSP_) October 8, 2026
Na segunda-feira (12), a CET instalou banners de orientação e distribuiu panfletos na Avenida Paulista, que registrou grande circulação de bicicletas, patinetes e pedestres durante o feriado. No cotidiano, a cidade registra casos de veículos autopropelidos em faixas exclusivas para motos e de condutores invadindo corredores de ônibus.
O contador Francisco das Chagas defendeu prioridade aos pedestres nas ruas. “Sempre parar no semáforo para o pedestre atravessar. Ele que tem a prioridade. Tem que ter em mente o respeito e não fazer com o outro o que não gostaria que fizesse com você”, afirmou.
A bióloga Mônica Batista avaliou que a fiscalização pode organizar o uso desses meios de transporte. “Já tem umas pessoas sinalizando na hora da gente parar, na hora de passar na faixa”, disse.
Para o servidor público Fernando Vasconcelos, usuários que respeitam os limites e os locais permitidos de circulação não devem se preocupar com as autuações: “Acho que, andando de acordo com a regra, não tem do que ter medo”.