Polícia apura estelionato de construtoras ligadas a prédio que desabou em SP

Penha
Local do desabamento de prédio irregular no bairro da Penha, em São Paulo. Foto: Allison Sales/Folhapress

As construtoras New Home e Hastiforme, ligadas ao prédio em obras que desabou na Penha, zona leste de São Paulo, e deixou seis mortos, também são investigadas por suspeita de estelionato. Segundo O Globo, a Polícia Civil identificou ao menos dez boletins de ocorrência de pessoas que afirmam ter comprado apartamentos das empresas, pago ou financiado os imóveis e não recebido as unidades.

Ao menos quatro inquéritos policiais estão em andamento para apurar os relatos. Depois do desabamento, antigos clientes procuraram a polícia e informaram que já haviam registrado ocorrências contra as construtoras por empreendimentos em outros pontos da zona leste da capital.

O proprietário do terreno onde o edifício que caiu estava sendo construído também procurou os investigadores. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou ter vendido o imóvel a Ronaldo dos Santos Vivaqua e Cristiano Salgado Vivaqua, não ter recebido o valor acertado e ter acionado a Justiça em busca de ressarcimento.

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Bombeiros trabalhavam no resgate de sobreviventes após prédio demolir na Penha, em São Paulo (SP). Foto: Allison Sales/Folhapress

Ronaldo, apontado pela polícia como sócio oculto das empresas responsáveis pela obra, está preso. Cristiano, seu filho e engenheiro responsável pela construção, e Isis de Freitas Rodrigues Brandão, esposa de Cristiano e administradora das construtoras, são considerados foragidos. Paralelamente às suspeitas de estelionato, a Polícia Civil apura a responsabilidade pelo desabamento e possíveis indiciamentos por homicídio com dolo eventual.

O prédio caiu sobre uma residência na madrugada de sábado (12). Seis pessoas morreram no desabamento. A obra da New Home já havia sido autuada e interditada pela Prefeitura de São Paulo em 2019 por falta de alvará, e o município chegou a recorrer à Justiça para impedir o avanço da construção.

A delegada Deidiene Fialho, titular do 24º Distrito Policial, afirmou que as apurações não se restringirão às mortes provocadas pelo colapso e que as demais suspeitas serão investigadas.

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