
O PL alcançou 25 das 81 cadeiras do Senado após a confirmação da eleição de 16 candidatos do partido neste domingo (04), resultado que daria a Flávio Bolsonaro uma bancada governista inédita desde a redemocratização caso ele vença a Presidência no segundo turno.
A ampliação da bancada consolida a estratégia da extrema direita de concentrar esforços também nas disputas para o Senado. A nova composição da Casa tende a reunir um bloco conservador com força para influenciar votações de projetos do Executivo, indicações e pautas constitucionais.
O resultado também tirou da disputa algumas candidaturas de partidos de esquerda e centro-esquerda. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, não conquistou uma vaga pelo Paraná, enquanto Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB, ficaram fora do Senado em São Paulo.
Em São Paulo, Guilherme Derrite, do PP, e André do Prado, do PL, venceram a eleição para as duas vagas em disputa. Os dois receberam apoio do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, reeleito no estado.
Derrite promete empenho por Flávio no segundo turno
Após o resultado, Derrite agradeceu a Tarcísio e creditou ao governador sua projeção política. “Eu nunca imaginei nesta vida estar no Senado Federal. Ele me deu essa oportunidade. Ele acreditou em mim quando ninguém acreditava”, afirmou o ex-secretário de Segurança de São Paulo.
O senador eleito disse que a direita usará a estrutura política formada no estado para a campanha presidencial. “Agora que vocês vão ver a força total para eleger Flávio Bolsonaro no segundo turno. A população de São Paulo deu o recado, com todo o respeito às nossas adversárias”, declarou.
André do Prado também elogiou a atuação de Tarcísio na montagem da chapa. “Tarcísio soube unir toda a direita”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, que disputou sua primeira eleição para o Senado.
Com Derrite e André do Prado, a bancada paulista no Senado terá três nomes ligados à direita. O terceiro é Marcos Pontes, do PL, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Jair Bolsonaro, eleito em 2022 e com mandato até 2031.