
Os perfis oficiais do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro divulgaram neste domingo (30) duas fotos dele em uma prisão dos Estados Unidos, acompanhadas de uma mensagem dirigida a familiares e apoiadores. Maduro está detido em Nova York desde janeiro e responde, ao lado da esposa, Cilia Flores, a acusações de narcotráfico e terrorismo.
As imagens circularam no X, Instagram e Telegram e mostram Maduro sorrindo. Embora tenham sido publicadas agora, os arquivos levam a data de 25 de junho de 2026.
Na legenda, Maduro definiu as fotografias como um “pequeno presente” para os netos e para pessoas que dizem amar a ele e a Cilia Flores. “Quero que saibam que estamos firmes, com o coração cheio de amor de vocês”, escreveu.
O ex-presidente afirmou que o apoio recebido chega como “oração, ação permanente, solidariedade e apoio verdadeiro”. A publicação termina com a frase: “Seguiremos fortes, serenos e confiantes: Deus está conosco”, seguida de uma mensagem de que “a Venezuela renascerá”.
Quiero que sepan que estamos firmes, con el corazón lleno del amor de ustedes, ese amor que nos llega convertido en oración, en acción permanente, en solidaridad y en apoyo verdadero. Gracias infinitas por cada palabra, por cada gesto, por cada bendición. pic.twitter.com/8YstzkBakf
— Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) August 30, 2026
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não respondeu ao pedido de esclarecimentos sobre a autenticidade das imagens nem sobre as regras para fotografar pessoas detidas em unidades prisionais do país.
Forças dos Estados Unidos capturaram Maduro e Cilia Flores em 3 de janeiro, durante uma operação militar que atingiu diversos alvos militares na Venezuela. O casal foi levado para Nova York após a ação.
As autoridades americanas acusam os dois de integrar o Cartel de los Soles, grupo apontado pelos EUA como responsável por tráfico internacional de drogas e outras atividades ilegais. Maduro e Flores se declararam inocentes perante a Justiça norte-americana.
Maduro permanece no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York. O julgamento dele e de Cilia Flores está marcado para junho de 2027.