
O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) afirmou, na noite desta quinta-feira (1), que uma candidatura adversária estaria distribuindo dinheiro em espécie na reta final da eleição e disse ter encaminhado informações à Polícia Federal. A acusação amplia a tensão na disputa a poucos dias do primeiro turno.
Em publicação no X, Paes escreveu: “Só um registro importante para a Polícia Federal: tenho informações muito firmes de que uma candidatura adversária está circulando dinheiro vivo à vontade”. Ele não identificou qual seria a candidatura mencionada.
O prefeito do Rio afirmou ainda que enviou à PF dados sobre pessoas e empresas que teriam interesses no estado e estariam envolvidas no suposto esquema.
Só um registro importante para a Polícia Federal: tenho informações muito firmes de que uma candidatura adversária está circulando dinheiro vivo à vontade com o desespero da iminente derrota.
É bom os órgãos de fiscalização ficarem atentos para segurar a onda dessa máfia que…— Eduardo Paes (@eduardopaes) October 2, 2026
Disputa no Rio entra na reta final
A declaração ocorreu em meio à campanha para o governo fluminense, marcada por embates entre Paes e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL). Ruas aparece em segundo lugar nas pesquisas e tem negado irregularidades.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1) apontou Paes com 42% das intenções de voto, seguido por Ruas, com 31%. Anthony Garotinho (Republicanos) registrou 7% no levantamento.
Desde o início da campanha, Paes tenta associar Ruas ao grupo político que comandou o estado durante a gestão de Cláudio Castro (PL). O candidato do PL busca aproximação com o bolsonarismo, mas a postagem de Paes não citou Ruas, Castro ou outro adversário nominalmente.
O Rio é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, desde a renúncia de Castro em março. Castro deixou o cargo na véspera de o Tribunal Superior Eleitoral condená-lo por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.