Central destaca avanços do governo federal no fortalecimento do SUS, na redução das filas e na ampliação das políticas de cuidado e defende que saúde da mulher esteja entre as prioridades da classe trabalhadora
O Outubro Rosa é um período de mobilização pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e pelo tratamento do câncer de mama e do colo do útero. Para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), porém, a luta pela saúde das mulheres não pode se limitar a uma campanha anual: ela precisa estar presente na agenda permanente da classe trabalhadora e na defesa de políticas públicas capazes de garantir atendimento, prevenção e tratamento para todas.
Nesse sentido, a CTB destaca as iniciativas implementadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar o acesso das mulheres à saúde pública, enfrentar as filas do SUS e fortalecer uma rede de atenção integral.
Entre essas medidas estão o Agora Tem Especialistas, a ampliação do acesso à mamografia, as Carretas da Saúde da Mulher, os mutirões do SUS, a expansão da assistência oncológica, o Programa Dignidade Menstrual, o Farmácia Popular e a Política Nacional de Cuidados.
Para a CTB, fortalecer essas políticas significa enfrentar desigualdades que atingem diretamente as trabalhadoras, especialmente aquelas que dependem exclusivamente da rede pública.
CTB: saúde da mulher é uma pauta da classe trabalhadora
A CTB defende que a saúde das mulheres seja tratada como uma questão de direitos sociais, trabalhistas e de cidadania.
As dificuldades para conseguir uma consulta, realizar um exame ou iniciar um tratamento não atingem todas as mulheres da mesma maneira. Para as trabalhadoras de baixa renda, moradoras das periferias e regiões com menor oferta de serviços, a demora no atendimento pode representar uma barreira ainda maior.
Por isso, a Central considera fundamental o fortalecimento do SUS e das políticas públicas que ampliam o atendimento especializado.
A entidade também chama atenção para a necessidade de discutir a saúde da mulher dentro dos locais de trabalho, envolvendo sindicatos, federações e confederações na construção de ações de prevenção, informação e defesa dos direitos.
O Outubro Rosa, nesse sentido, deve servir para aproximar o debate sobre saúde das trabalhadoras da luta sindical.
Agora Tem Especialistas combate um dos principais problemas do SUS
Um dos principais eixos da política do governo Lula é o enfrentamento das filas por consultas, exames e procedimentos especializados.
O Agora Tem Especialistas reúne ações para ampliar a oferta de atendimento e reduzir o tempo de espera no SUS, incluindo mutirões, unidades móveis, Telessaúde e ampliação da capacidade de atendimento especializado.
Na saúde da mulher, o programa conta com as Carretas da Saúde da Mulher, que levam serviços e exames para regiões com maior demanda.
Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia também contribuiu para reduzir o tempo de espera por procedimentos relacionados à oncologia e à investigação diagnóstica.
Para a CTB, enfrentar as filas é uma questão diretamente relacionada ao direito à vida. Não basta orientar a mulher a fazer exames preventivos se ela não consegue acesso ao serviço de saúde quando procura atendimento.
Mais acesso à mamografia e ao diagnóstico precoce
Outra medida destacada pela Central é a ampliação do acesso à mamografia.
O Ministério da Saúde passou a permitir o acesso ao exame de rastreamento para mulheres de 40 a 49 anos, mediante decisão compartilhada entre paciente e profissional de saúde, ampliando a possibilidade de diagnóstico precoce pelo SUS.
A estratégia também envolve a ampliação da oferta de exames e procedimentos destinados à investigação de alterações nas mamas e no colo do útero.
Para a CTB, ampliar o acesso à prevenção significa reduzir desigualdades e garantir que o diagnóstico não dependa da renda da mulher ou da possibilidade de pagar por um exame na rede privada.
Combater o câncer também significa garantir tratamento
A defesa da prevenção precisa caminhar junto com a garantia de tratamento.
O governo Lula vem ampliando investimentos na assistência oncológica, na oferta de radioterapia e no acesso a medicamentos para pacientes com câncer.
O Agora Tem Especialistas também atua para reduzir o tempo entre a identificação de uma suspeita e a realização dos procedimentos necessários para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.
A CTB destaca que essa integração entre prevenção, diagnóstico e tratamento é fundamental para que o Outubro Rosa não fique restrito à conscientização, mas se transforme em acesso efetivo ao direito à saúde.
Dignidade menstrual também é saúde da trabalhadora
A CTB também destaca o Programa Dignidade Menstrual, que garante absorventes gratuitos para pessoas que atendem aos critérios estabelecidos pelo programa.
A iniciativa enfrenta a pobreza menstrual e contribui para garantir condições básicas de higiene e saúde para mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade.
Para a Central, a dignidade menstrual precisa ser compreendida como parte da luta por direitos sociais. Nenhuma mulher deveria ter sua saúde, seus estudos ou sua permanência no trabalho prejudicados pela falta de condições financeiras para adquirir produtos básicos de higiene.
Política Nacional de Cuidados enfrenta a sobrecarga das mulheres
Outro ponto considerado estratégico pela CTB é a Política Nacional de Cuidados, instituída durante o governo Lula.
Historicamente, as mulheres assumem grande parte do trabalho doméstico e das tarefas de cuidado de crianças, idosos, pessoas com deficiência e familiares doentes.
Essa sobrecarga também interfere na saúde das próprias mulheres.
A Política Nacional de Cuidados busca ampliar a responsabilidade do Estado e da sociedade sobre o trabalho de cuidado, ampliar serviços e reduzir a sobrecarga das famílias.
Para a CTB, essa é também uma política de valorização das trabalhadoras, porque enfrentar a desigualdade na divisão do cuidado significa criar melhores condições para que as mulheres possam trabalhar, estudar, participar da vida sindical e política e cuidar da própria saúde.
A luta continua nos sindicatos e locais de trabalho
A CTB defende que o Outubro Rosa seja incorporado às ações permanentes do movimento sindical.
Sindicatos, federações e confederações têm papel importante na promoção de debates sobre prevenção, na divulgação dos serviços públicos disponíveis e na defesa de ambientes de trabalho que respeitem os direitos das mulheres.
A Central também reforça a importância de ampliar a participação das trabalhadoras na construção das políticas públicas e nas lutas por melhores condições de trabalho e de vida.
Para a CTB, cuidar da saúde da mulher trabalhadora é defender o SUS, os direitos sociais e a dignidade de quem vive do trabalho.
“O Outubro Rosa é um momento importante para reforçarmos que a saúde da mulher trabalhadora precisa ser tratada como prioridade e como um direito. Não basta falar em prevenção: é preciso garantir acesso aos exames, diagnóstico no tempo certo e tratamento pelo SUS. A CTB defende o fortalecimento dessas políticas públicas e reconhece a importância das iniciativas do governo Lula para ampliar o atendimento às mulheres. Cuidar da nossa saúde também é um ato de resistência, porque, diante da dupla e até tripla jornada, muitas vezes somos nós que ficamos por último. A prevenção precisa acontecer o ano inteiro e a luta da CTB também.”, disse Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB
Neste Outubro Rosa, a Central reafirma seu compromisso com a defesa de políticas públicas que garantam prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidado, e destaca as iniciativas do governo Lula para ampliar o acesso das mulheres brasileiras à saúde pública.
A luta contra o câncer de mama e do colo do útero, portanto, também é uma luta por um SUS cada vez mais forte, por políticas de cuidado e por uma sociedade em que nenhuma trabalhadora tenha seu direito à saúde limitado pela renda ou pela condição social.