
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está considerando implementar um ajuste fiscal inicial de dois pontos percentuais do PIB, caso seja eleito presidente, com o objetivo de diminuir os juros que incidem sobre o financiamento da dívida pública. Essa medida representaria metade do que é necessário para estabilizar a dívida, e o mercado aguarda novas ações no futuro.
A proposta inclui a desvinculação das despesas com saúde e educação dos limites constitucionais, além de atrelá-las aos índices de inflação, sem prever aumentos reais. Apesar de a equipe do pré-candidato afirmar que essa ação não infringiria as cláusulas pétreas da Constituição, ela ainda exigiria uma emenda constitucional.
Entre as propostas, está a intenção de corrigir os pisos da saúde, educação, INSS e BPC apenas pela inflação, o que poderia resultar em uma economia considerável nos próximos anos. A equipe de Flávio tem sido cautelosa ao divulgar essas propostas, receando que possam ser utilizadas contra ele politicamente, especialmente por opositores como o presidente Lula.
Embora a equipe acredite que a direita sairá fortalecida nas próximas eleições, a revelação do plano poderia dar argumentos a críticos, que poderiam citar cortes em setores sensíveis como saúde e educação.

Flávio, que já havia mencionado a intenção de realizar um “tesouraço” para equilibrar as contas do governo, também se comprometeu a privatizar uma parte significativa das estatais. O coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN), declarou que o atual modelo econômico é insustentável e que reformas seriam necessárias.
Os gastos com Previdência e assistência social, que aumentam a uma taxa de 6% ao ano, representam uma das principais pressões sobre as finanças públicas. A proposta de desvincular esses gastos do aumento real do salário mínimo poderia resultar em uma economia potencial de R$ 1,1 trilhão em dez anos, embora essa proposta seja controversa.