
Publiquei aqui, há uma semana, que a Operação Carbono Oculto completaria um ano neste 28 de agosto, sem que se conheça pelo menos um dos altos executivos das fintechs da Faria Lima envolvidos com o PCC na lavagem de dinheiro.
Não temos o nome nem a cara de um gângster do mercado financeiro que agia associado ao crime organizado. Pois apareceram os primeiros nomes e indiciamentos nesse caso, mesmo que não se saiba direito se eram das fintechs.
O Ministério Público de São Paulo, através do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), denunciou formalmente os primeiros 16 suspeitos vinculados ao esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro que atuavam nas fintechs.
Foram denunciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem econômica, sonegação fiscal e falsidade documental. Um dos acusados é Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.

Ele seria um dos principais líderes e articuladores da estrutura mafiosa dentro da Duvale Distribuidora de Petróleo e da Aster Petróleo. Só que deixaram o sujeito fugir e ninguém sabe onde ele anda.
Esses são os primeiros denunciados, que terão seus casos examinados pelo Judiciário, para abertura de processos:
• Admar de Carvalho Martins, o “Dema”;
• Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”;
• Cesar Cirne Leal;
• Ed Charles Giusti;
• Edson da Silva Santos;
• Everton Felipe de Barros;
• Filipe Studzinski de Souza;
• Fernando de Matos Gutierres;
• Giosimar Jose Caldato;
• Giovani Dadalt Crespani;
• José Frederico Modolin Filho;
• Murilo Foresto de Souza;
• Rodrigo Augusto Alves de Carvalho Bortone;
• Ruy Azevedo Gutierres;
• Thiago Gomes Ribeiro;
• William Lopes da Silva Júnior.
Mas não se sabe quais desses denunciados pertenciam às mais de 40 fintechs investigadas e quantos deles são de empresas da área de combustíveis que trabalhavam para o esquema na lavagem de dinheiro.
Mas pelo menos temos 16 indiciados. Ainda faltam os retratos deles nas capas dos jornalões, que não querem saber dessa pauta. A Faria Lima só interessa à mídia das corporações para falar mal de Lula e do governo.