
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que pretende reunir os integrantes da Corte nos próximos dias, após retornar dos Estados Unidos. A conversa deve acontecer após uma sessão marcada por conflitos entre magistrados e pela suspensão de um julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Lula embarcou no domingo (20) para Nova York, onde participa da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O principal compromisso da viagem será o discurso de abertura do debate geral, previsto para a manhã de terça-feira (22).
Antes da viagem, o presidente procurou ministros para compreender o resultado da sessão do plenário realizada na terça-feira (15), de acordo com informações do Globo. O julgamento discutia a abertura de uma investigação sobre Moraes por mensagens trocadas com Daniel Vorcaro.
O ministro Flávio Dino pediu vista e interrompeu a análise. A sessão também registrou troca de acusações e ofensas entre ministros alinhados a Moraes e a André Mendonça.

Lula limita compromissos em Nova York antes do discurso na ONU
Nesta segunda-feira (21), Lula tem reuniões marcadas com o senador democrata Bernie Sanders, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. O encontro com Mamdani partiu de uma iniciativa do prefeito nova-iorquino.
O presidente adotará agenda reduzida durante a passagem pela cidade e deve permanecer na residência do representante brasileiro nas Nações Unidas ao longo desta segunda. Lula chegou a Nova York no início da noite de domingo (20).
Sanders mantém uma relação antiga com Lula e já se encontrou com o presidente brasileiro em outras ocasiões. Orsi é um aliado de esquerda do governo brasileiro na América Latina, em um cenário regional que passou a ter mais governos de direita.
Auxiliares do presidente receberam cerca de 30 pedidos de encontros com líderes estrangeiros, mas Lula decidiu restringir os compromissos e retornar ao Brasil logo após o pronunciamento na ONU. Não há reunião prevista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.