Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para a reta final da campanha

Lula Flávio Bolsonaro
O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/Vittor Sales

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão concentrar boa parte das agendas das duas últimas semanas antes do primeiro turno entre Nordeste e Sudeste. As campanhas tratam as duas regiões como decisivas para ampliar a vantagem sobre o adversário ou reduzir perdas antes da votação de 4 de outubro, segundo o Painel da Folha de S.Paulo.

Flávio Bolsonaro está em um giro pelo Nordeste. Na segunda-feira (21), a previsão é que visite o Rio Grande do Norte, estado do coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL), e no dia seguinte siga para o Maranhão. A estratégia é diminuir a vantagem de Lula na região antes de voltar a concentrar esforços no Sudeste.

No Sudeste, a campanha de Flávio pretende ampliar sua vantagem em São Paulo e tentar ficar à frente em Minas Gerais. Lula, por sua vez, planeja passar por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de voltar à Bahia e visitar Pernambuco. Entre os petistas, porém, a prioridade declarada é o Sudeste, sobretudo Minas.

Lula Brasil
Bandeirão do Brasil foi exibido em ato de campanha do presidente Lula em Ceilândia (DF). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O movimento ocorre enquanto as duas campanhas ampliam a pressão pelo voto útil. O Datafolha divulgado na quinta-feira (17) mostrou Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No segundo turno, o presidente aparece com 46% e o senador, com 44%. Na reta final, as duas campanhas intensificaram a estratégia para atrair eleitores de candidaturas menores.

Para Lula, São Paulo representa a tentativa de diminuir a vantagem de Flávio Bolsonaro no maior colégio eleitoral do país, enquanto Minas Gerais é tratado pela campanha como peça central para uma vitória nacional. O presidente também tenta preservar no Nordeste a vantagem que sustenta parte importante de seu desempenho eleitoral.

Flávio Bolsonaro faz o movimento inverso: tenta avançar no território em que Lula é mais forte e, ao mesmo tempo, consolidar sua votação no Sudeste. A coincidência das rotas mostra que a reta final deixa de ser apenas uma disputa nacional e passa por uma batalha concentrada nos estados com maior peso para o placar de 4 de outubro.

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