
Autoridades da Índia reagiram ao ataque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o país de “buraco infernal”. A publicação foi feita na noite de quarta (22), na plataforma Truth Social, e gerou revolta.
O texto, escrito por outra pessoa, acusava imigrantes indianos na indústria de tecnologia de não contratarem americanos brancos e de não dominarem bem o inglês. “Um bebê aqui se torna cidadão instantaneamente, e então eles trazem a família inteira da China, da Índia ou de algum outro buraco infernal no planeta”, diz trecho do texto.
Randhir Jaiswal, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, respondeu afirmando que as declarações eram “obviamente desinformadas, inapropriadas e de mau gosto”. Ele afirmou que o republicano desrespeita a relação entre os dois países.
O deputado Ami Bera, filho de imigrantes indianos e membro do Partido Democrata, também detonou Trump. O parlamentar afirmou que a declaração foi “ofensiva, ignorante e indigna do cargo que ocupa”.
“O presidente Trump, que nasceu rico e privilegiado, nunca teve que enfrentar as dificuldades que tantas famílias de imigrantes enfrentam”, disse Bera.

A Fundação Hindu Americana, que defende os direitos civis de imigrantes e minorias, também se manifestou contra o discurso de Trump. A entidade disse que o presidente americano compartilhou um “discurso odioso e racista”.
“Apoiar discursos inflamados como os do presidente dos Estados Unidos só irá alimentar ainda mais o ódio e colocar nossas comunidades em perigo, em um momento em que a xenofobia e o racismo já estão em níveis altíssimos”, disse a organização.
Trump, que tem adotado uma postura de repressão à imigração, especialmente contra os vistos usados por trabalhadores indianos da área de tecnologia, também manteve tarifas elevadas sobre o país.