O recado da China aos EUA sobre “guerra espacial”

Xi Jinping e Donald Trump
Xi Jinping e Donald Trump. Foto: Reprodução

O governo da China pediu nesta terça-feira (15) que os Estados Unidos parem de “se preparar para uma guerra no espaço sideral”, após Washington reconhecer pela primeira vez que mantém armas de controle espacial em órbita. Pequim afirmou que se opõe ao posicionamento desse tipo de armamento fora da Terra.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, criticou a militarização do espaço e alertou para o risco de uma corrida armamentista. “Pedimos ao lado americano que pare de expandir suas capacidades militares e de se preparar para uma guerra no espaço sideral”, disse em coletiva de imprensa.

Jiakun declarou que a China rejeita a transformação do espaço sideral em campo de batalha. A manifestação ocorreu um dia após uma fala do secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, durante uma conferência militar.

Meink afirmou que os EUA possuem armas de controle espacial posicionadas em órbita, com capacidade para “defender as forças conjuntas contra adversários hostis” no espaço. Ele não detalhou quais são os equipamentos nem como eles operam.

Armamentos apresentados pelos EUA na conferência anual Air, Space and Cyber. Foto: Reprodução

Estados Unidos apontam China e Rússia como ameaças espaciais

A Força Espacial dos Estados Unidos afirmou na segunda-feira que considera a China uma ameaça no campo espacial. O órgão acusou Pequim de desenvolver e operar capacidades espaciais e antiespaciais como parte de sua modernização militar.

Washington também acusa a China e a Rússia, há anos, de realizar manobras militares em órbita. Entre as preocupações apontadas pelos EUA estão o emprego de lasers e técnicas de interferência que poderiam ameaçar satélites estadunidenses.

A Força Espacial incluiu a Rússia entre os rivais que tratam o espaço como fator decisivo para conflitos futuros. Moscou já declarou anteriormente que se opõe ao posicionamento de armas no espaço.

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