O que os brasileiros mais exigem de um presidenciável, segundo a Quaest

Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema
Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Foto: Reprodução

Não estar envolvido com corrupção é a característica mais importante para 31% dos eleitores na escolha de um candidato à Presidência, aponta pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6). O compromisso com a democracia vem em seguida, citado por 28% dos entrevistados.

O combate à violência e ao crime ocupa a terceira posição: 15% disseram valorizar principalmente um candidato duro nessa área. A pesquisa foi encomendada por O Globo e pela Globo.

Entre os demais critérios apresentados, 9% apontaram a experiência política como fator decisivo. Ser religioso recebeu 4%, enquanto 2% preferem alguém que não tenha sido político antes.

A crítica ao Supremo Tribunal Federal foi indicada por 2% dos entrevistados. Ser crítico ao Congresso e ser aliado do Congresso marcaram 1% cada, e nenhum entrevistado apontou ser aliado do STF como principal qualidade para definir o voto.

Lula e Flávio Bolsonaro
Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Eleitores independentes priorizam corrupção e democracia

Na parcela dos eleitores que se dizem independentes, 33% escolheram a ausência de envolvimento com corrupção como principal fator para votar em um presidenciável. A defesa da democracia foi mencionada por 26% desse grupo.

O levantamento identificou prioridades diferentes entre lulistas e bolsonaristas. Entre os eleitores de Lula, 29% colocaram o compromisso com a democracia no topo dos critérios.

Entre os bolsonaristas, 41% consideram essencial que o candidato não tenha ligação com casos de corrupção. O dado supera a média nacional para essa característica, de 31%.

Quando a pergunta tratou das razões para rejeitar um candidato, 40% responderam que o envolvimento com corrupção os faria não votar de jeito nenhum. A falta de compromisso com a democracia aparece em segundo lugar, com 21%.

Ser fraco no combate à violência e ao crime foi apontado por 13% como motivo de rejeição. A falta de experiência política recebeu 5%, enquanto não ser religioso e ser aliado do STF registraram 3% cada.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%; o levantamento tem registro BR-07065/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

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