
O Datafolha vai entrevistar 2.004 eleitores entre terça-feira e sexta-feira para medir as intenções de voto à Presidência e o efeito da crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal na disputa eleitoral. O instituto divulgará os resultados na sexta-feira (11). Com informações de Lauro Jardim, para O Globo.
A rodada será a terceira pesquisa do Datafolha desde o início oficial da campanha e a segunda encomendada pelo Grupo Globo nesta corrida. As entrevistas serão presenciais, terão custo de R$ 307,6 mil e margem de erro de dois pontos percentuais.
O questionário incluirá oito perguntas sobre a disputa que envolve o ministro André Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Uma delas pergunta se as pessoas acreditam menos no STF agora do que no passado.
Outra questão trata das mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e pergunta o que deveria ocorrer com o ministro após a revelação. Os entrevistados também responderão o que deveria acontecer com Mendonça diante da suspeita levantada por Moraes.
Pesquisa testará primeiro turno, rejeição e cenários de segundo turno
O levantamento começará com a pergunta espontânea sobre a intenção de voto para presidente em outubro. Em seguida, o pesquisador apresentará uma lista com Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Leonardo Avalanche, Augusto Cury, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samira Martins, Edmilson Costa, Cabo Daciolo e Pablo Marçal.

O instituto também vai perguntar se o eleitor já decidiu seu voto ou se ainda pode mudar de candidato. Outra pergunta buscará identificar se a escolha ocorre pelo nome considerado melhor ou para impedir a eleição de outro concorrente.
A pesquisa aferirá a rejeição dos candidatos ao questionar em quais nomes o entrevistado não votaria “de jeito nenhum”. O Datafolha ainda testará confrontos de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e Zema.
A rodada incluirá perguntas sobre a aprovação do governo Lula, o interesse do eleitor por política e a disposição para votar caso o voto não fosse obrigatório. Na pesquisa divulgada em 3 de setembro, Lula tinha 38% no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro, e vencia o senador por 46% a 44% em uma simulação de segundo turno; Augusto Cury subiu de 2% para 8% em uma semana.