O pedido de Lula a Trump para “driblar” armadilhas de Rubio

Luiz Inácio Lula da Silva
Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que os dois mantenham contato direto, sem intermediários brasileiros ou estadunidenses. A conversa buscou reduzir a influência do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nas tratativas entre os governos.

Lula vinha manifestando queixas sobre a atuação de Rubio nas últimas semanas e decidiu telefonar a Trump para tratar do tema. Relatos ouvidos pela CNN indicam que o presidente brasileiro tentou enfraquecer os movimentos do chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

Na ligação, Lula afirmou que informações levadas a Trump sobre o governo brasileiro chegam de forma desvirtuada e equivocada. O petista incluiu nesse alerta conteúdos relacionados às urnas eletrônicas brasileiras.

A preocupação do Palácio do Planalto envolve uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral do Brasil. O governo acompanha a ofensiva estadunidense em favor de candidatos de direita em países da América do Sul.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: reprodução

Planalto aposta em relação direta entre Lula e Trump

Assessores do governo brasileiro avaliam que o canal sem intermediários pode evitar ruídos políticos e diplomáticos. Lula defendeu que futuras conversas com Trump ocorram de maneira pessoal entre os dois presidentes.

A relação com a Casa Branca ganhou importância também por causa das discussões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Lula e Trump já trataram do tarifaço aplicado pelos estadunidenses a produtos brasileiros e da busca por negociação entre os dois países.

O governo brasileiro trabalha com a expectativa de melhora na relação entre os presidentes caso Lula conquiste a reeleição neste ano. A avaliação interna é que um novo mandato abriria espaço para uma interlocução mais estável com Trump.

O Planalto já sinalizou que Lula aceita realizar uma nova visita oficial aos Estados Unidos no próximo ano, se for reeleito para mais quatro anos. A eventual viagem dependerá do resultado da disputa presidencial brasileira.

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