
A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um jantar com empresários e representantes do mercado financeiro em São Paulo, na próxima sexta-feira (25). O encontro ocorrerá no hotel Tivoli Mofarrej e deve incluir sinais do petista sobre o controle das contas públicas.
O ministro da Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, e o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, organizam a reunião. Eles enviam convites a líderes de diferentes setores produtivos.
A campanha espera que Lula trate da situação fiscal e da trajetória da dívida pública, que superou 82% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o atual governo. O percentual representa alta de 10 pontos percentuais ao longo do mandato.
Lula e integrantes da coordenação de campanha devem ajustar o discurso após o retorno do presidente de Nova York, onde ele participará da abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas. A agenda com o empresariado busca reduzir críticas de banqueiros, empresários e economistas à política econômica do governo.

Primeiro jantar reuniu donos de grandes empresas no Alvorada
O primeiro encontro ocorreu em 31 de agosto, no Palácio da Alvorada, com um grupo de 16 empresários. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do PT, Edinho Silva, articularam aquela reunião.
Estiveram no jantar os irmãos Joesley e Wesley Batista, da holding J&F; José Seripieri Júnior, dono da Amil; Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco; André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG; e Rubens Ometto, da Cosan.
Na ocasião, ministros do governo defenderam um ajuste fiscal de dois pontos percentuais do PIB ao longo de um eventual quarto mandato de Lula, conforme informou o colunista Fabio Graner. Empresários e o presidente também convergiram sobre a necessidade de reduzir os juros.
Lula afirmou no primeiro jantar que a responsabilidade fiscal não ficará acima de sua agenda social. A programação da campanha em São Paulo deve combinar a conversa com integrantes do empresariado e caminhadas do presidente na periferia da capital nos dias anteriores ao primeiro turno.