
O PL pode ampliar sua bancada no Senado de 15 para pelo menos 20 cadeiras a partir de 2027, caso se confirmem as intenções de voto medidas nas pesquisas mais recentes para as eleições de 2026. A projeção indica um ganho de cinco vagas para o partido de Jair Bolsonaro, enquanto as siglas de centro perderiam espaço na Casa.
Das 81 cadeiras do Senado, 54 estarão em disputa em 2026, com duas vagas em cada estado e no Distrito Federal. A estimativa reuniu levantamentos da Quaest em 26 unidades da Federação e dados do Datafolha no Piauí, onde a Quaest não divulgou pesquisa.
O cálculo considera os candidatos mais bem posicionados nos levantamentos, mas não representa uma previsão do resultado das urnas. Em Rondônia e no Rio Grande do Sul, empates percentuais pela segunda vaga fizeram com que dois nomes entrassem na conta.
O PL aparece com possibilidade de eleger senadores no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. Em Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid tem 11% e divide a segunda posição com Sílvia Cristina (PP); se vencer, levaria a bancada do partido a 21 integrantes.

Centro pode perder cerca de dez cadeiras no Senado
Nove senadores atuais do PL têm mandato até 2031 e não disputarão a eleição deste ano. Outros quatro integrantes da legenda — Efraim Filho, Sergio Moro, Wellington Fagundes e Wilder Morais — concorrem aos governos de seus estados.
O PT pode passar de nove para pelo menos 11 senadores. A bancada chegaria a 12 se o deputado Paulo Pimenta vencer a segunda vaga pelo Rio Grande do Sul, onde aparece com 9% das intenções de voto, mesmo índice do deputado Marcel van Hattem (Novo).
PT, PDT, PSOL e Rede ajudariam a esquerda a alcançar cerca de 20 cadeiras, ante as 18 ocupadas hoje por PT, PSB e PDT. O avanço ocorreria apesar da redução projetada para o PSB, que pode cair de sete para quatro senadores.
MDB, PP, Republicanos, União Brasil, PSD, Podemos e PSDB reúnem atualmente 48 senadores e poderiam ficar com 38 ou 39, a depender da disputa em Rondônia. O PSD teria a maior queda, de 14 para cinco cadeiras; o União Brasil subiria para até seis, o PP poderia ganhar até duas vagas e o MDB manteria nove.
Mesmo com o crescimento, o PL precisaria de alianças para obter maioria absoluta, que exige 41 votos. Um pedido de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal, pauta defendida pelo bolsonarismo, depende do apoio de 54 dos 81 senadores.