Número de candidatas ao Senado bate recorde, com destaque para bases de Lula

A disputa pelo Senado chega a 2026 com um recorde feminino: 69 mulheres estão entre as candidaturas registradas para as 54 cadeiras que serão renovadas neste ano; são sete a mais que em 2018, quando 62 mulheres concorreram ao cargo, e 11,3% acima daquele resultado. Em 2022, foram 58 candidatas.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral – 2026

O recorde ganha ainda mais peso quando se olha para a composição das chapas. Nos três maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, cinco das seis candidaturas ao Senado nas bases de Luiz Inácio Lula da Silva são de mulheres.

Em São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) disputam as duas vagas; em Minas Gerais, Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL) formam a dupla; e, no Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) concorre ao lado de Pedro Paulo (PSD). Nos três estados, que concentram alguns dos maiores eleitorados do país, as candidaturas femininas ocupam espaço central na disputa por duas cadeiras ao Senado e na formação da próxima correlação de forças no Congresso.

Pesquisas mostram cenário aberto para o Senado em SP, MG e RJ

Em São Paulo, Marina Silva e Simone Tebet aparecem em posição competitiva na corrida pelas duas vagas. A pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (25), mostra Guilherme Derrite e Marina empatados com 12%, seguidos por Simone, com 11%. André do Prado aparece com 7%. Quando os eleitores são perguntados sobre o primeiro voto, Marina e Simone chegam a 15% cada, atrás de Derrite, com 17%. A pesquisa mostra também um cenário ainda aberto: 27% estão indecisos e 18% dizem que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar.

Ainda pela Quaest, em Minas Gerais, Marília Campos lidera com 15%, à frente de Carlos Viana e Domingos Sávio, ambos com 8%, e Marcelo Aro, com 6%. Áurea Carolina aparece com 2%. No recorte do primeiro voto, Marília chega a 19%, enquanto Áurea tem 3%; no segundo, Marília marca 10% e Áurea, 1%. O levantamento também revela uma disputa em formação: 94% dos eleitores não citam espontaneamente nenhum nome, e 52% afirmam que ainda podem mudar de voto até outubro.

No Rio de Janeiro, Benedita da Silva lidera a corrida com 10%, seguida por Carlos Jordy, com 7%, Marcelo Crivella, com 6%, e Monica Benicio e Carlos Portinho, com 5% cada. Pedro Paulo, que completa a chapa das bases de Lula no estado, aparece com 3%. No primeiro voto, Benedita chega a 16%, enquanto Pedro Paulo tem 3%; no segundo, Benedita aparece com 5% e Pedro Paulo, com 2%. Assim como nos outros dois estados, há espaço para mudança: 88% dos eleitores não apontaram espontaneamente nenhum candidato, enquanto, na pesquisa estimulada, 29% estão indecisos e 28% declaram voto branco, nulo ou intenção de não votar.

Presença feminina chega a todos os estados pela primeira vez desde 2014

Geraldo Magela/Agência Senado

O número de candidatas cresceu e, embora elas ainda representem 22% das candidaturas ao Senado em 2026, o resultado é superior ao registrado em 2018, quando eram 17,6%. Em relação a 2022, no entanto, a participação proporcional caiu de 23,9% para 22%. Ainda assim, o avanço é nacional: pela primeira vez desde 2014, todos os 26 estados e o Distrito Federal têm ao menos uma mulher na disputa pelo Senado.

São Paulo, Rio Grande do Norte e Santa Catarina concentram o maior número, com cinco candidatas cada. Na outra ponta, oito estados têm apenas uma mulher na disputa: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins.

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