Não interessa se o ato pró-Trump flopou na Paulista. Por Moisés Mendes

Boneco de Donald Trump segura representação de Lula vestido como presidiário
Boneco de Donald Trump segurando representação de Luiz Inácio Lula da Silva vestido como presidiário. Foto: Reprodução

Caiu para 28,5 mil o número de presentes no ato pró-Trump e Estados Unidos, promovido pela extrema direita na Avenida Paulista, exatamente no 7 de Setembro. As esquerdas espalham, com certo entusiasmo, que a aglomeração flopou.

O fascismo havia conseguido atrair 45,4 mil pessoas em 2024 e 42,2 mil em 2025, na mesma data. A queda não significa nada, porque eles não dependem mais de presença nas ruas.

A extrema direita é analógica apenas para os tios do zap evangélicos e católicos que seguem os trios elétricos de Malafaia e fazem programa na Paulista aos domingos e feriados, com ou sem atos bolsonaristas.

Flávio Bolsonaro em ato na Avenida Paulista nesta segunda (7). Foto: Estadão Conteúdo

Todo o resto é ativista de redes sociais. O bolsonarismo não mede sua força nas ruas há muito tempo. E é nessa esfera do mundo virtual que as esquerdas perdem o embate.

Na pesquisa Quaest que saiu nesta segunda-feira Lula e Flávio estão empatados com 41% no segundo turno. O Datafolha começa nesta terça outra pesquisa que deve ser divulgada na sexta.

Teremos várias pesquisas por semana até a eleição no dia 4 de outubro. No segundo turno, teremos pesquisas pela manhã, à tarde e à noite. Não é um bom momento para os fracos.

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