
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem com 41% cada em uma simulação de segundo turno da pesquisa Quaest, o primeiro empate numérico entre os dois desde março. O levantamento também registrou piora na avaliação do governo Lula a menos de um mês do primeiro turno das eleições.
Na rodada anterior, em julho, Lula tinha sete pontos de vantagem sobre o candidato do PL no cenário de segundo turno. As variações ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, mas a sequência de pesquisas indica redução gradual da distância entre os dois.
No primeiro turno, Lula mantém a liderança com 36%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 29%. Augusto Cury (Avante) tem 8%; Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) marcam 3% cada, e Romeu Zema (Novo), 2%.
Em um cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), o empresário, inelegível após condenação por uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024, registra 1%. A inclusão de seu nome não altera de forma relevante o quadro geral da disputa.

Aprovação de Lula recua e corrupção avança entre preocupações
A aprovação do governo Lula passou a ter saldo negativo de sete pontos. O estudo aponta que 50% desaprovam a gestão e 43% a aprovam; no início de agosto, o presidente tinha saldo positivo de um ponto nesse indicador.
A corrupção passou de 14% para 20% entre os problemas considerados mais graves do país pelos entrevistados. O tema divide a segunda posição com a economia, que alcançou 19%, e fica atrás apenas da violência, citada por 31%.
O levantamento também apontou avanço da percepção de endividamento. A parcela que declarou ter muitas dívidas chegou a 28%, seis pontos acima do índice de um mês antes, enquanto 44% afirmaram ter poucas pendências e 27% disseram não ter dívidas.
Entre os eleitores dos demais presidenciáveis, Flávio Bolsonaro recebe mais intenção de voto em um eventual segundo turno contra Lula. A transferência é maior entre apoiadores de Zema, com 59%, e de Renan Santos, com 58%; a Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 3 e 6 de setembro, com nível de confiança de 95%.