
Malu Gaspar deu um chilique com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino na manhã desta quarta-feira (9). A comentarista da GloboNews não se conforma com o fato de que a realidade teima em não se ajustar ao universo paralelo construída pelo lavajatismo, seita política e midiática que durante anos distribuiu seus próprios “feijões mágicos”, como os do pastor Valdemiro Santiago.
O motivo da indignação foi a decisão de Dino que reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. O diretor-geral havia sido afastado por determinação do ministro André Mendonça. Andrei é justamente o chefe da PF que comandou a operação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e está à frente das investigações que alcançaram o filme “Dark Horse”.
“O STF virou uma várzea. Entra o ministro Dino no meio do caminho, atravessando o campo de jogo. Isso é mais um capítulo de um bangue-bangue judicial que tem muito pouco a ver com a Constituição. E ninguém explica as mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro”, disse.
Meu Deus, a Malu Gaspar nem disfarça mais. Olha o “piti” que ela tá dando na GloboNews depois que o Flávio Dino reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da PF, o mesmo que prendeu Vorcaro e está à frente da investigação do Dark Horse. pic.twitter.com/RMgBrAN72X
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) September 9, 2026
A fala é reveladora menos pelo que diz sobre Dino do que pelo papel que Malu Gaspar escolheu desempenhar. A jornalista se notabiliza cada vez mais por um tipo de udenismo canhestro, herdeiro da tradição inaugurada por Carlos Lacerda: indignação permanente, linguagem de escândalo e a pretensão de falar em nome de uma classe média que precisa estar sempre revoltada com alguma coisa.
É um personagem conhecido da história política brasileira. Os mesmos personagens de sempre, em busca de encontrar uma crise institucional a cada esquina e apresentá-la como prova de que o país está à beira do abismo. O resultado é Flávio Bolsonaro.
Malu Gaspar:
— Iane menezes (@iane_menezes) September 9, 2026
O lavajatismo prosperou exatamente nesse ambiente. Durante anos, procedimentos excepcionais foram apresentados como necessários em nome de uma causa maior. Garantias legais tornaram-se detalhes incômodos. Vazamentos ilegais, que serviram para a extrema-direita reagir, são normalizados. E dane-se o país.
Malu não tem nem o talento de Lacerda. Sua presença entre os colegas é sempre condescendente. Ela sabe mais que todo mundo. Num determinado momento, vai ter de sair de cena, em nome da sobrevivência da própria Globo no teatro trágico que ela oferece aos brasileiros.