MST debate lutas globais na Escola Internacional de Organização Feminista

Foto: Arquivo MST

Por Coletivo Terra, Raça e Classe
Da Página do MST

A escola que reuniu 160 pessoas de 37 países e 4 continentes teve como centralidade o pensamento panafricano e a filosofia Ubuntu como referenciais para refletir sobre os impactos do capitalismo, do patriarcado, da colonização e do neocolonialismo contemporâneo sobre a vida das mulheres e do planeta.

A Escola Afro-Internacional de Organização Feminista (AFRO-IFOS) se constituiu em espaço seguro em que as mulheres puderam estudar, refletir, conviver e compartilhar experiências de seus territórios, países e movimentos sociais. Baseada na Educação Popular, a Afro-Ifos proporcionou a troca de saberes e de conhecimentos acerca dos efeitos da colonização na África e na diáspora, bem como os mecanismos da opressão e das violências estruturantes do capitalismo sobre os nossos corpos e sexualidades. Ademais, a AFRO-IFOS trabalhou o papel do Estado e da Democracia e como os seus mecanismos sustentam sistemas de opressões.

Para além da identificação dos mecanismos dos sistemas de opressão racista e da exploração capitalista, a Afro-IFOS se constituiu em espaço para:

1) reafirmar a importância do sujeito político feminista popular;
2) promover a articulação entre as mulheres do continente africano e da diáspora;
3) fortalecer o sentido de unidade e da necessária solidariedade internacionalista aos processos de resistências e de transformação social na região.

Foto: Arquivo MST

O Coletivo Terra, Raça e Classe do MST participou de um painel em que teve como tema o papel da Mística. Na oportunidade, apresentou a mística enquanto princípio e sua fundamental dimensão organizativa da luta para o MST. Lançando mão de diferentes linguagens artísticas, a mística no MST tem o papel de traduzir a importância da organização e da luta do povo e de inspirar a ação coletiva para combater o capitalismo, o imperialismo e os sistemas de opressões.

Cabe ressaltar que a Afro-Ifos se traduziu também em espaço em que mulheres africanas, negras da diáspora e indígenas pudessem imaginar futuros possíveis, a partir da organização comunitária, da solidariedade, do internacionalismo e da construção popular em favor da emancipação.

A afirmação Ubuntu “Eu sou porque somos” no espaço da Afro-Ifos se traduziu no mais elevado sentido de caminhar coletivamente fazer a resistência política por libertação, criar imaginários políticos, defender a vida e os bens comuns, praticar a solidariedade internacionalista para derrotar o neocolonialismo e o imperialismo e construir futuros coletivos. O caminho é pela emancipação e nele seguimos. A luta é larga e continua…

Foto: Arquivo MST

*Editado por Fernanda Alcântara

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