
O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou para 84 meses o prazo de financiamento de carros pelo Move Brasil, programa voltado a motoristas de aplicativo e taxistas. A decisão saiu na quinta (27) e estende o tempo para pagamento dos veículos adquiridos nas condições especiais da linha de crédito.
O governo Lula já havia elevado, em 20 de agosto, de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor máximo dos automóveis que podem entrar no programa. A mudança abriu espaço para a inclusão de novos modelos oferecidos pelas montadoras habilitadas.
A chinesa BYD anunciou na quarta-feira (26) que os modelos King, Song Pro, Song Pro Flex e Atto 2 passaram a se enquadrar nas condições do Move Brasil. A fabricante entrou na lista de empresas aptas a fornecer veículos pelo programa.
Criado em junho por medida provisória, o Move Brasil tem juros anuais de 12,6% para homens e de 11,5% para mulheres. O governo compara essas taxas à média de 28% ao ano cobrada no mercado de financiamento de automóveis.

Quem pode solicitar o crédito do Move Brasil
Taxistas e motoristas de aplicativo precisam manter cadastro ativo há pelo menos um ano e comprovar ao menos cem corridas realizadas na plataforma nesse período para buscar o financiamento. As regras também exigem que o veículo venha de uma montadora credenciada.
Podem participar Volkswagen, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM. Os carros devem atender aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo programa, que incluem modelos flex, híbridos e híbridos movidos a etanol.
O governo também alterou a definição de veículo híbrido para abarcar carros que combinam eletricidade com outro combustível, como gasolina ou etanol. A alteração acompanha a expansão do teto de preço e a demanda das fabricantes por mais modelos financiáveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal por mais agilidade na liberação dos recursos. O governo reservou R$ 30 bilhões para o Move Brasil Táxi e Aplicativos, mas os bancos haviam liberado R$ 3,55 bilhões até 18 de agosto, ou 12% do total; o prazo para contratar a linha termina em 15 de setembro, quando vence a medida provisória.