
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou nesta sexta-feira (24) a criação de uma comissão especial que irá avaliar o mérito da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1. Essa ação representa um progresso significativo da proposta na Casa, após a fase inicial de admissibilidade.
Conforme o despacho, a comissão será composta por 37 membros titulares e 37 suplentes, garantindo a proporcionalidade entre os partidos. Até o momento, ainda não foram escolhidos os nomes que assumirã o papel de presidente e relator da comissão, posições consideradas essenciais para o andamento da proposta.
O documento também especifica a formação do grupo e prevê a adição de um membro titular e um suplente extras para assegurar o sistema de rodízio entre as bancadas que não foram representadas.
“A Comissão será composta de 37 (trinta e sete) membros titulares e de igual número de suplentes, além de um titular e um suplente, atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas, designados de acordo com os §§ 1º e 2º do art. 33 do Regimento Interno”, explica o despacho.

A escolha do relator tem gerado competição entre os parlamentares que desejam assumir posições de liderança. De acordo com Motta, o grande número de solicitações está atrasando a divulgação oficial dos nomes. “Muita gente interessada, e estou gerenciando isso”, comentou o presidente da Câmara.
Conforme a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, entre os nomes mencionados para a relatoria está o deputado Paulo Azi (União-BA), que já participou da análise da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele é apoiado por líderes como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Reginaldo Lopes (PT-MG).
Os parlamentares defendem que Azi deve permanecer na função por ser um “bom nome” e pelo trabalho que já realizou anteriormente. Sua atuação na CCJ foi ressaltada após a aprovação da admissibilidade da proposta na quarta-feira (22).