O balanço de vítimas fatais causadas pelas fortes chuvas e enchentes que atingiram a fronteira entre Nepal e China já passa de 800 pessoas.
Segundo boletim divulgado neste domingo (30) pela polícia nepalesa, 788 mortes foram registradas no Nepal. Do lado chinês, as autoridades confirmaram mais 16 óbitos. Até a noite de domingo, horário local, a polícia nepalesa contabilizava ainda 2.742 feridos.
A agência nepalesa responsável pela redução de riscos de desastres informou que cerca de 20 mil profissionais de segurança foram destacados para as operações de resgate, que já haviam retirado 8.730 pessoas até o momento.
Na China, autoridades locais convocaram uma coletiva de imprensa para atualizar os números do desastre. O total de mortos no país subiu para 16, enquanto o de desaparecidos recuou para pelo menos 546 — entre eles, ao menos 261 estrangeiros.
A Cruz Vermelha calcula que mais de 90 mil pessoas podem ter sido atingidas pela tragédia, que o governo chinês relacionou aos efeitos das mudanças climáticas.
Em ligação telefônica no sábado, o chanceler chinês, Wang Yi, classificou o deslizamento de terra como o desastre transfronteiriço mais grave enfrentado pelos dois países em anos, segundo a emissora estatal CCTV. Ele afirmou também que as operações de resgate alcançaram um grau de dificuldade e complexidade sem precedentes.
A magnitude da catástrofe tem dificultado o trabalho das equipes de resgate na região montanhosa do Himalaia. Depois de dias de buscas de familiares por hospitais, necrotérios e centros de apoio em busca de notícias de parentes desaparecidos, autoridades nepalesas começaram a realizar sepultamentos coletivos de centenas de corpos não identificados, que já se encontravam em estado avançado de decomposição.
*Com informações da CNN Brasil.
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