Moraes vê “farsa” e “vingança” e diz que relatório de Mendonça não indica crime

Alexandre de Moraes sentado em cadeira de couro, de terno preto e gravata rosa
Alexandre de Moraes usa terno preto, camisa branca e gravata rosa sentado em cadeira de couro marrom. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na noite de segunda-feira (14) que o relatório apresentado pelo ministro André Mendonça não traz “qualquer indício para apuração de prática de infração penal”. O plenário da Corte analisará o documento nesta terça-feira (15).

Moraes classificou o relatório como uma “farsa” e disse que as mensagens enviadas a ele pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram usadas em uma narrativa de “motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras”.

Em resposta de 44 páginas e 121 tópicos encaminhada pelo gabinete de Moraes ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro atribuiu o caso a uma tentativa de “vingança” de aliados de condenados por tentar acabar com a democracia e o Estado de Direito.

Reprodução de trecho da manifestação do ministro Alexandre de Moraes

O texto sustenta que a análise de 7.742 documentos, distribuídos em 48 petições, uma reclamação e quatro inquéritos ligados à Operação Compliance, não identificou atividade ilícita atribuível ao ministro.

Contrato entre Banco Master e escritório de Viviane Barci de Moraes

Moraes também afirmou que jamais julgou processos envolvendo o Banco Master ou Vorcaro, antes ou depois da vigência do contrato entre a instituição financeira, liquidada pelo Banco Central, e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.

A Polícia Federal apontou que Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões antes de sua assinatura. Documentos da Receita Federal indicaram pagamentos de R$ 80,2 milhões em dois anos.

O escritório confirmou intervenções de Moraes “na condição de marido da sócia” e informou que elas ocorreram a pedido de seu setor de compliance.

Em nota, a banca afirmou que a verificação buscava identificar uma “eventual existência de impedimentos legais”, como processos sob relatoria de Moraes ou julgamentos no STF que envolvessem interesses do banco. O escritório declarou que não encontrou impedimentos.

Artigo Anterior

Deixem Janja cantar. Por Moisés Mendes

Próximo Artigo

“A tentativa de golpe mudou seu modus operandi”, diz Moraes sobre relatório de Mendonça

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!