
A economia argentina apresentou uma queda de 2,1% em fevereiro em comparação ao mesmo mês de 2025, conforme o Estimador Mensal de Atividade Econômica divulgado pelo INDEC (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) nesta terça-feira (22). Quando ajustado para sazonalidade, o declínio foi de 2,6% em relação ao mês de janeiro.
Esse resultado indica uma mudança significativa após o desempenho positivo de janeiro, quando a atividade econômica cresceu 1,7% na comparação anual. Assim, o acumulado dos dois primeiros meses de 2026 mostra uma retração de 0,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O cenário de fevereiro foi influenciado, principalmente, pela queda na indústria de transformação, que recuou 8,7%, e no comércio atacadista, varejista e de serviços de reparação, que caiu 7,0%. Juntas, essas áreas contribuíram com 2,2 pontos percentuais para a diminuição do índice geral.

Ao mesmo tempo, oito setores mostraram crescimento na comparação anual. Os maiores avanços foram vistos na pesca, que cresceu 14,8%, e na exploração de minas e canteiras, que obteve um aumento de 9,9%. A atividade relacionada à agricultura, pecuária, caça e silvicultura também teve um aumento de 8,4%, contribuindo com 0,8 ponto percentual para o indicador positivo.
Esse novo resultado surge após um 2025 em que o PIB da Argentina teve um crescimento de 4,4%, de acordo com o INDEC, mas com grande desigualdade entre os setores. Naquele ano, as áreas de agropecuária, mineração e serviços financeiros lideraram a recuperação, enquanto os segmentos ligados ao consumo interno e ao mercado de trabalho apresentaram desempenho mais fraco.
A inflação permanece como um dos fatores centrais nesse cenário. Em fevereiro, o índice de preços ao consumidor na Argentina atingiu 2,9%, superando as expectativas de analistas consultados pela Reuters, o que gerou pressão sobre a renda e o consumo.