
A Justiça de São Paulo procura o comentarista político e historiador Marco Antonio Villa por uma dívida de mais de R$ 570 mil em pensão alimentícia a um filho. Ele passou a ser considerado foragido após a expedição de um mandado de prisão em 8 de outubro.
Autoridades foram a dois endereços ligados a Villa, um na capital paulista e outro em São Bernardo do Campo, na região metropolitana, mas não o encontraram. As buscas não localizaram o comentarista nos imóveis visitados.
O mandado prevê prisão temporária por 30 dias. Não há informação sobre manifestação da defesa de Villa a respeito da cobrança ou da ordem judicial.
Villa é professor e ganhou projeção nacional como comentarista político na Jovem Pan. Em 2026, disputou uma vaga de deputado federal pelo MDB, mas não se elegeu.

Declaração de bens de Villa mudou entre as eleições de 2022 e 2026
Na candidatura deste ano, Marco Antonio Villa declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens. O dado consta no sistema Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quatro anos antes, quando concorreu à Câmara dos Deputados pelo Cidadania, o historiador informou patrimônio de R$ 1.311.757,40. Entre os bens declarados estavam uma casa em Peruíbe avaliada em R$ 150 mil, outra residência estimada em R$ 500 mil e um apartamento no Jardim Paulista, em São Paulo.
As informações eleitorais disponíveis não esclarecem o motivo da diferença entre a declaração patrimonial de 2022 e a apresentada em 2026.
Na eleição deste ano, Villa recebeu 31.579 votos e ficou como suplente de deputado federal. A campanha arrecadou R$ 8.621 em doações de 62 apoiadores pela plataforma Quero Apoiar; em publicação no Instagram em 6 de outubro, ele agradeceu os votos e escreveu que a defesa da democracia é um valor permanente.