
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança da disputa presidencial no primeiro turno, mas a diferença para Flávio Bolsonaro (PL) caiu ao menor patamar da série recente da Quaest. Ao mesmo tempo, uma análise do CEO do instituto, Felipe Nunes, mostra que o petista ainda tem mais espaço para crescer do que o adversário em um eventual segundo turno.
Segundo os números divulgados nesta segunda-feira (14), Lula aparece com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio. Na rodada anterior, o presidente também tinha 36%, enquanto o senador marcava 29%. A diferença caiu, portanto, de sete para cinco pontos em um mês.
O cenário mais apertado aparece na simulação de segundo turno. Flávio alcança 42% e Lula tem 40%. Como a diferença está dentro da margem de erro, os dois permanecem tecnicamente empatados.
É nesse ponto que Felipe Nunes chama atenção para o potencial de crescimento de cada candidatura. “Em uma eleição que se polariza em torno de dois nomes tão rejeitados (55% para ambos), em que o resultado parece que vai ser resolvido no olho mecânico, também chama atenção o espaço de potencial de voto ainda não aproveitado por Lula”.
Segundo o diretor da Quaest, os números sugerem que Flávio está mais próximo de seu limite atual. “Ele tem 40% em um eventual 2º turno contra Flávio, mas há 45% que dizem que poderiam votar nele. No caso do Flávio, que tem 42%, ele parece estar perto do seu teto (43%)”, afirmou Nunes no X.
16/ Em uma eleição que se polariza em torno de dois nomes tão rejeitados (55% para ambos), em que o resultado parece que vai ser resolvido no olho mecânico, também chama atenção o espaço de potencial de voto ainda não aproveitado por Lula. Ele tem 40% em um eventual 2º turno… pic.twitter.com/ByOm6c2dsW
— Felipe Nunes (@profFelipeNunes) September 14, 2026
A diferença entre intenção atual e potencial de voto é relevante em uma eleição marcada por alta rejeição. No caso de Lula, há cinco pontos percentuais entre os 40% que hoje declaram voto nele no segundo turno e os 45% que dizem considerar essa possibilidade. Para Flávio, a margem é de apenas um ponto, entre seus atuais 42% e o potencial de 43%.
Isso não significa que esses votos adicionais migrarão automaticamente para Lula, mas indica que o presidente dispõe, segundo a pesquisa, de um universo maior de eleitores ainda passíveis de convencimento.
A trajetória recente reforça o cenário de disputa aberta. Em agosto, Lula tinha 43% contra 40% de Flávio no segundo turno. Depois, a diferença foi diminuindo até chegar ao empate de 41% na rodada anterior e à atual vantagem numérica do senador por 42% a 40%.
Com 13% dos entrevistados afirmando que não votariam em nenhum dos dois e outros 5% ainda indecisos, a definição tende a depender justamente desse eleitorado fora das bases já consolidadas. Para a Quaest, portanto, Flávio avançou, mas Lula ainda possui uma reserva potencial maior para buscar na reta final da campanha.