
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegam à votação presidencial deste domingo (4) em empate técnico no Sudeste, região que reúne 63,3 milhões de eleitores — 40,1% do eleitorado brasileiro. Quaest e Datafolha registraram diferenças dentro das margens de erro entre os dois candidatos.
Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28), Flávio Bolsonaro marcou 35% das intenções de voto no primeiro turno no Sudeste, ante 33% de Lula. O Datafolha, divulgado na quinta-feira (1º), apontou Lula com 40% e o senador com 39%.
A Quaest também mediu o segundo turno e registrou 43% para Flávio Bolsonaro e 37% para Lula. O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre 24 e 27 de setembro; a margem de erro é de dois pontos percentuais, e a pesquisa tem registro BR-06520/2026.
No Datafolha, a simulação de segundo turno deu 48% a Flávio Bolsonaro e 45% a Lula. O levantamento ouviu 2.449 pessoas entre 29 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de três pontos no recorte regional e registro BR-08039/2026.

São Paulo, Minas Gerais e Rio concentram disputa decisiva
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a Quaest apontou Flávio Bolsonaro com 36% e Lula com 30% no primeiro turno. O Datafolha indicou cenário mais apertado: 39% para o senador e 38% para o presidente, dentro da margem de erro de dois pontos.
Minas Gerais deu a Lula vantagem numérica nos dois levantamentos. Pela Quaest, o petista teve 35%, contra 31% de Flávio Bolsonaro, resultado que configura empate técnico pela margem de três pontos. No Datafolha, Lula apareceu com 42%, seis pontos à frente do adversário, que marcou 36%.
No Rio de Janeiro, estado de origem de Flávio Bolsonaro, o senador liderou nas duas pesquisas. A Quaest registrou 38% para ele e 31% para Lula; o Datafolha apontou 45% a 38%. Nas simulações de segundo turno, os percentuais foram de 44% a 34% na Quaest e de 51% a 42% no Datafolha, sempre em favor do candidato do PL.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que a disputa passa pelos eleitores independentes, que representam de 24% a 36% do eleitorado nos estados analisados. “O jogo está nos independentes. Eles são de 24% a 36% do eleitorado nos estados e chegam ao pico no RJ (36%), no AM (35%) e em TO, RS e GO (33%)”, escreveu.