Ao lado do candidato ao governo do Distrito Federal (DF) Leandro Grass (PT) e as candidatas ao Senado Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu na noite desta quarta-feira (16) uma multidão na Praça do Trabalhador, em Ceilândia (DF).
O principal foco do discurso do presidente foi a defesa da soberania do país. Ele disse que os eleitores não podem aceitar a interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
Sem citar Flávio Bolsonaro (PL), o presidente criticou a atuação do adversário que já ofereceu as riquezas do país aos Estados Unidos.
“Esse país não comporta político vira-lata, não comporta político que de dia mostra a bandeira nacional e de noite vai ficar de quatro para os Estados Unidos, para a bandeira americana. Esse país não comporta isso, porque o Brasil não quer ser colônia de ninguém. O Brasil quer ser soberano, dirigido por brasileiros, e construir o futuro com o suor e o sangue dos brasileiros”, afirma o presidente para um público estimado em 15 mil pessoas.
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O presidente destacou que havia acabado de sancionar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que prevê investimentos de até R$ 7 bilhões para beneficiar, separar, refinar e transformar as chamadas terras raras no país.
“A gente não vai exportar nossas terras raras, a gente vai exportar produto trabalhado, fabricado e processado no Brasil, porque a gente não quer ser mais exportador de commodities, a gente quer ser exportador de inteligência e de conhecimento”, disse.
Lula disse que essa nova política vai servir para preparar a juventude brasileira para uma nova economia.
“Nós vamos ensinar esse país, a juventude vai ter que aprender a trabalhar com inteligência artificial, para a gente não ficar dependendo nem de chinês, nem de americano. Nós vamos depender de meninas e meninos desse país. A gente vai provar que não existe ninguém melhor do que nós, que no máximo o que aceitamos é que eles sejam iguais, porque nós vamos nos preparar”, garante.
ONU
Lula confirmou que estará na próxima semana na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) quando novamente vai aproveitar para falar sobre a soberania do país.
“Domingo às 10h eu pego o avião e vou para a reunião da ONU, para ter um bate-papo com o Trump (Donald Trump, presidente dos EUA) e dizer para que não se meta nas eleições do Brasil. O Brasil só tem um dono: o povo brasileiro”, diz.