
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para acompanhá-lo em uma viagem ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (20), em meio à articulação do governo para votar propostas prioritárias no Congresso. Os dois viajarão no avião presidencial e devem discutir a medida provisória que extingue a chamada taxa das blusinhas.
Lula e Motta participarão de uma agenda em Macaíba, na zona leste potiguar. O presidente visitará o Parque Tecnológico da região e acompanhará anúncios ligados a supercomputadores e à soberania digital.
Depois do evento em Macaíba, Lula seguirá para Natal, onde fará seu primeiro ato de campanha no Nordeste. Motta deixará o Rio Grande do Norte e irá para Patos, na Paraíba, cidade que integra seu reduto eleitoral.
A agenda ocorre uma semana depois de Lula viajar ao Amapá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na ocasião, os dois visitaram um navio-sonda da Petrobras que atua na prospecção de petróleo em águas profundas da Margem Equatorial, na Foz do Amazonas.

Governo busca destravar propostas no Congresso
Lula tenta estreitar a relação com os comandos da Câmara e do Senado antes de uma semana decisiva de trabalhos legislativos. O governo busca fazer avançar as PECs que tratam do fim da escala 6×1 e da segurança pública, além do projeto sobre o marco legal de minerais críticos e terras raras.
A MP sobre compras internacionais de até US$ 50 se tornou o principal tema previsto para a conversa entre Lula e Motta durante o voo. Se o Congresso não votar a medida, ela perderá validade em 9 de setembro.
Em vídeo divulgado pela campanha de reeleição nesta terça-feira (18), Lula afirmou esperar apoio dos presidentes das duas Casas. “Eu estou convencido que o presidente do Senado, Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas porque é uma questão de justiça”.
A tramitação da MP ficou travada após o rompimento entre Lula e Alcolumbre, que articulou a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal no fim de abril. Após a retomada do diálogo, a previsão é instalar em 1º de setembro a comissão mista que analisará a medida.