
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal ainda neste ano, depois do segundo turno eleitoral, para tentar obter a aprovação do Senado com a atual composição da Casa. A articulação considera a possibilidade de uma bancada de direita mais forte após as eleições. Com informações da CNN Brasil.
Antes de definir um nome, Lula deve conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para medir as condições políticas de aprovação. A indicação de ministro do STF depende de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e de aval do plenário do Senado.
Dirigentes petistas também avaliam o cenário de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro. Nessa hipótese, o governo entende que o presidente eleito teria uma vaga a menos para preencher na Corte caso Lula consiga concluir uma indicação ainda neste mandato.
A escolha precisaria reunir apoio amplo no bloco do centrão, na avaliação de integrantes do governo. Esse requisito reduziria o espaço para uma nova tentativa de Lula de indicar Jorge Messias ao Supremo.
Nomes de centro entram nas conversas do governo
Assessores do presidente citam o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ambos do PSB, entre os nomes considerados para uma eventual vaga. A busca por um perfil de centro mira ampliar as chances de aprovação na Casa.
O desembargador Ricardo Couto, citado como possível opção nas discussões, também aparece entre os nomes ventilados. Lula ainda não anunciou um indicado nem informou qual vaga no tribunal poderia abrir espaço para a nomeação.
O cálculo político do Planalto envolve a situação de Alcolumbre no Senado. Uma ala do STF avalia que o senador chega enfraquecido à disputa pela presidência da Casa em 2027, cenário que poderia aumentar seu interesse em conduzir uma votação antes da renovação da bancada.
Em entrevista à CNN, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a direita não apoiará a reeleição de Alcolumbre para o comando do Senado em 2027. O Planalto vê essa posição como uma oportunidade para negociar uma tramitação mais rápida de um nome para o STF.