Justiça mantém Milton Leite preso após audiência de custódia em São Paulo

Milton Leite
Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo manteve neste sábado (19) a prisão do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, investigado na Operação Vectura Corrupta, que apura a infiltração do PCC no poder público e no transporte coletivo da capital.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que a audiência de custódia não identificou irregularidades no cumprimento do mandado de prisão. Com a decisão, Milton Leite continua detido.

Policiais não localizaram o ex-vereador quando cumpriram o mandado de prisão na quinta-feira (17). Ele chegou a ser considerado foragido e se apresentou à Polícia Civil em Mogi das Cruzes na tarde de sexta-feira (18).

Antes de se entregar, Milton Leite negou qualquer envolvimento com o PCC. “Nego veementemente todas as acusações e vou provar minha inocência”, afirmou em nota enviada à imprensa.

Ônibus estacionados em garagem na Avenida Guido Caloi, Zona Sul de São Paulo, em 14 de Junho de 2022. Foto: Van Campos/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Operação apura controle de empresas de ônibus pelo PCC

A Operação Vectura Corrupta cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. A investigação aponta que agentes ligados ao poder público participaram de uma suposta infiltração da facção criminosa no sistema de transporte coletivo paulistano.

Os investigadores identificaram ao menos 12 das 22 empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo como alvos de controle da organização criminosa. O Ministério Público cita Milton Leite nominalmente nos autos do caso.

Na sexta-feira (18), equipes procuraram o ex-vereador na casa de um assessor em Sorocaba, no interior paulista, mas não o encontraram. Durante a ação, os policiais apreenderam R$ 287 mil e US$ 89 mil.

Milton Leite afirmou que tratou de questões do setor de transporte de forma pública em 2019, a pedido do então prefeito Bruno Covas. Ele disse que, como presidente da Câmara e vice-prefeito na linha sucessória, participou de negociações relacionadas a greves.

O ex-vereador passou mal neste sábado (19) e seguiu de ambulância para o Hospital Luzia de Pinho Melo, onde realizou exames e permaneceu em observação. Após receber alta, ele retornou à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, sob custódia da Polícia Civil.

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