
A Justiça de São Paulo determinou que a Meta suspenda, em até 15 dias, seis perfis do Instagram associados ao movimento red pill e apresente dados que permitam identificar os responsáveis pelas contas. A ordem atinge páginas acusadas de divulgar conteúdos misóginos e de desumanização das mulheres.
A juíza Maria Cristina de Almeida Bacarim publicou a decisão nesta quinta-feira (01). Ela também fixou prazo de dez dias para que a empresa forneça os dados cadastrais e os registros disponíveis para a identificação dos administradores dos perfis.
A decisão cita os perfis @homem_sagaz_oficial, @redflags.ofc, @mundo_redpill, @redpillo.do.favelado, @redpilldasbraba e @sacerdote_escarlate.
A ação começou por iniciativa da Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo. O Ministério Público de São Paulo passou a integrar o polo ativo do processo.
A Bancada Feminista incluiu a Meta na ação por considerar que a companhia, responsável pelo Instagram e pelo Facebook, pode entregar os dados dos usuários e executar tecnicamente a suspensão ou remoção das contas.

Perfis citados e acusações no processo
Na petição, a Bancada Feminista afirma que as páginas difundem conteúdos com elementos de misoginia, desumanização das mulheres e exaltação de violência física, sexual e psicológica.
A magistrada determinou o envio de ofício ao Facebook para o cumprimento das medidas impostas à Meta. A empresa recebeu prazo específico tanto para suspender as contas quanto para preservar e encaminhar informações capazes de levar aos responsáveis.
O processo tramita sob segredo de Justiça até a citação dos réus. Representantes da Meta não se manifestaram sobre a decisão.