
O jornalista Márcio Chaer, diretor executivo da revista Consultor Jurídico (ConJur), morreu no sábado (03) após sofrer um infarto enquanto perseguia um ladrão nas proximidades da Estação Armênia, em São Paulo.
Chaer estava em um carro com outras pessoas perto da estação quando ocorreu o assalto. Ele tentou perseguir o autor do crime e teve o infarto durante a ação.
À frente da ConJur, o jornalista atuava no segmento de cobertura jurídica e ajudou a consolidar a publicação como referência entre profissionais do Direito.
O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, afirmou ter recebido a notícia da morte com “profundo pesar”. Veja o post:
Recebi, com profundo pesar e consternação, a notícia do falecimento de meu amigo Márcio Chaer. Jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional, deixa uma contribuição inestimável e uma marca especial em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e… pic.twitter.com/kQ2HsnTjHk
— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) October 3, 2026
Autoridades e amigos lamentam morte de diretor da ConJur
Messias definiu Chaer como “jornalista dedicado e importante difusor da cultura jurídica nacional” e disse que ele deixa “uma contribuição inestimável e uma marca especial” para quem acompanhou seu trabalho.
O chefe da AGU também manifestou solidariedade aos familiares e amigos do jornalista, aos quais desejou “força e serenidade” diante da morte.
O ex-ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas também lamentou a perda. “Perdi hoje um amigo querido”, escreveu.
Ao lembrar Chaer, Dantas afirmou que guardará “sobretudo, sua lealdade inabalável aos amigos” e o descreveu como “homem de fibra, coragem e caráter”.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, também homenageou Marcio Chaer. Para ele, Chaer foi “um dos maiores jornalistas brasileiros” e teve papel importante na defesa do Estado de Direito e das garantias individuais, além de contribuir para a difusão da cultura jurídica por meio do ConJur.
O advogado Rafael Valim, que classificou Chaer como um “querido amigo”, também destacou sua atuação em defesa da advocacia e do Estado de Direito. Segundo Valim, o jornalista teve papel central no enfrentamento da Lava Jato. “Marcio foi um querido amigo, defensor da advocacia e do Estado de Direito. Teve papel central no enfrentamento da farsa da Lava Jato e por suas virtudes será lembrado, diferentemente de parcela da mídia brasileira, que vive da calúnia e da violação das garantias individuais”, declarou.
O advogado Walfrido Warde ressaltou a coragem e a ética que, segundo ele, marcaram a trajetória de Chaer. “Marcio Chaer foi a cara da coragem e da ética, que é o avesso do massacre de reputações e do moralismo calculado e ambicioso. O país perdeu um grande profissional e um maravilhoso ser humano”, afirmou.
Pierpaolo Bottini também lamentou a morte do jornalista e destacou a dimensão pessoal da perda. “Uma tragédia, uma tristeza. Partiu um grande jornalista, uma figura muito importante, um grande amigo. Sem palavras para descrever esse sentimento”, pontuou.