
A primeira-dama Janja da Silva divulgou nesta segunda-feira (24) uma nota em repúdio ao ataque feito pelo candidato Renan Santos (Missão) durante o debate presidencial promovido pela Band na noite de domingo (23). O posicionamento foi encaminhado à emissora.
Segundo Janja, Renan a atacou “de forma pessoal e depreciativa” apesar de ela não ser candidata, não estar presente para se defender e não ter qualquer relação com o tema discutido naquele momento.
“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de pena está longe de ser uma crítica política”, afirmou a primeira-dama.
Para Janja, a declaração foi uma tentativa de usar a misoginia contra um adversário eleitoral. “É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher como ferramenta misógina para atacar um adversário político”, prosseguiu.
A primeira-dama também declarou que o episódio não seria isolado. Na nota, ela acusou Renan de já ter se envolvido em declarações de violência contra mulheres e de ter incitado dezenas de homens a cometer um estupro coletivo. “É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres”, disse.
“Nós, mulheres, sabemos o quanto precisamos lutar para sermos ouvidas sem sermos interrompidas, desqualificadas ou atacadas. Por isso, faz-se tão necessário repreender imediatamente atos como esses que depreciam nossas existências”, acrescentou Janja.
Ao concluir, a primeira-dama afirmou que o debate político deve servir para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o país. “Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é”, completou.